Governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto afirmou que, antes de ocupar o posto, ouviu de uma astróloga a previsão de que isso aconteceria. Segundo ele, a profissional teria, inclusive, antecipado que ele faria uma boa gestão.
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— Quando eu me candidatei ao tribunal em nenhum momento eu pensei em ser governador do estado. Alguns anos antes da eleição uma grande amiga comentou comigo que tinha uma pessoa que fazia mapa astral e me convidou para conversar com ela, eu fiquei um pouco resistente porque nunca acreditei nisso, mas acabei indo conversar com essa pessoa — narrou Couto durante participação no programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, neste domingo. — Ela disse: “Olha, o senhor pode ficar tranquilo, que vai assumir o governo do e fará uma boa gestão”. Eu tomei um susto, olhei para essa minha amiga e ela comentou comigo: “Olha, foi a única vez que ela errou”. Então, é uma coisa surpreendente.
Couto assumiu o Palácio Guanabara após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL), que planejava disputar o Senado, mas acabou recuando. O então vice, Thiago Pampolha, foi indicado para o Tribunal de Contas do Estado, enquanto Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) — terceiro na linha sucessória —, acabou preso e teve o mandato cassado.
Alçado à Presidência da Alerj, o deputado estadual Douglas Ruas (PL) pretendia disputar o governo do Rio como titular do Executivo, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) congelou a sucessão com Couto na cadeira em meio ao debate jurídico sobre o formato da eleição para um mandato-tampão. A Corte ainda tem um julgamento pendente de resolução sobre o tema.
Ruas tem como principal adversário o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD), que lidera as pesquisas de intenção de voto, seguido pelo próprio parlamentar. A terceira posição é do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que ainda tentar confirmar sua elegibilidade junto à Justiça Eleitoral.
No mesmo programa, ao ser questionado sobre a crise recente no STF, Ricardo Couto defendeu mudanças na Corte:
— Particularmente, eu sou absolutamente contra o mandato, eu sou a favor de uma idade maior para entrar, para se indicar, depois o destino se encarrega do resto. Se eu coloco um mandato, imagina entrar uma pessoa com 35 anos com um mandato de 10 anos. Aos 42, ela estará saindo do Supremo Tribunal Federal e irá para onde? Nós temos que ter uma preocupação, não que vá ocorrer, mas que pode existir. Então por que não uma emenda colocando a idade acima de 60 anos? A pessoa vai ficar 15 anos nos tribunais superiores e eu acho que é uma vantagem de que vai ter uma experiência e que é notório saber jurídico.
O nome do próprio Couto chegou a ser cotado para ocupar uma vaga no Supremo. Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a sugerir a indicação do governador interino do Rio. A ideia é que a escolha de um nome fora do grupo mais próximo ao petista e associado à luta contra a corrupção possa representar um gesto do presidente diante da crise instalada na Corte.
Ricardo Couto diz que astróloga previu que ele se tornaria governador do Rio e 'faria uma boa gestão'
Governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto afirmou que, antes de ocupar o posto, ouviu de uma astróloga a previsão de que isso aconteceria. Segundo ele, a profissional teria, inclusive, antecipado que ele faria uma boa gestão. Quer acompanhar de perto o noticiário das eleições? Participe da comunidade do GLOBO no […]