A marca do travesseiro no rosto ao acordar é familiar para muita gente: uma linha na bochecha, um vinco próximo aos olhos ou uma dobra no colo que desaparece depois de alguns minutos. Com o passar dos anos, porém, essas marcas podem levar mais tempo para suavizar. A explicação está, em parte, nas mudanças que ocorrem naturalmente na estrutura da pele, incluindo a redução de colágeno e de elasticidade.
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Essas marcas são frequentemente chamadas de “rugas do sono” e estão relacionadas à compressão do rosto durante o repouso. Ao dormir de lado ou de bruços, determinadas regiões permanecem pressionadas contra o travesseiro por horas. A repetição desse movimento pode contribuir para o surgimento de vincos, principalmente nas bochechas, ao redor da boca e na área dos olhos.
O mecanismo é diferente daquele das chamadas linhas de expressão, que aparecem principalmente em decorrência da movimentação repetida dos músculos faciais. No caso das marcas noturnas, a questão está na pressão e na deformação mecânica provocadas pela posição mantida durante o sono.
Segundo a dermatologista Joana Petito Magnavita, da Harmonize Gold, o colágeno ajuda a explicar por que uma mesma dobra pode desaparecer rapidamente em uma fase da vida e permanecer por mais tempo em outra.
“O colágeno faz parte da estrutura de sustentação da pele. Quando essa rede está mais preservada, junto com uma boa elasticidade, a pele tende a recuperar sua forma com mais facilidade. Com o envelhecimento e as mudanças na estrutura e elasticidade da pele, essa capacidade de recuperação pode diminuir”, explica.
A posição durante o sono, no entanto, não é o único fator envolvido. Envelhecimento, genética e exposição solar também influenciam a qualidade e a capacidade de recuperação do tecido. À medida que há perda de sustentação e flexibilidade, uma dobra que antes desaparecia pouco depois de levantar pode permanecer visível por mais tempo. O mesmo princípio pode ser observado no colo, especialmente entre quem costuma dormir de lado.
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Magnific
Isso não significa que acordar com o rosto marcado seja, por si só, sinal de que uma nova ruga está se formando. A presença de um vinco passageiro é uma reação comum à compressão durante o sono e não deve ser confundida automaticamente com um sinal permanente do envelhecimento.
O que pode chamar atenção é uma mudança nesse padrão. Quando a marca passa a permanecer por períodos mais longos, o fenômeno pode refletir não apenas a pressão exercida durante a noite, mas também alterações na capacidade de recuperação da pele.
“O que chama atenção é quando essa marca muda de comportamento e passa a demorar mais para desaparecer. Nesse caso, estamos observando não só o efeito da compressão, mas também uma pele que já não responde da mesma forma. Quando o colágeno diminui, muda também a maneira como ela lida com essas dobras repetidas”, conclui Joana.

