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Siri defende proibição de helicópteros da polícia em operações no Rio: ‘É aterrorizante para as famílias’

Candidato do PSOL ao governo do Rio, William Siri defendeu, durante a sabatina de O GLOBO, Extra e Valor e da Rádio CBN, a proibição do uso de armas letais e menos letais a partir de helicópteros da Polícia Militar, sob o argumento de que as operações são “aterrorizantes para as famílias” que vivem em […]

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Candidato do PSOL ao governo do Rio, William Siri defendeu, durante a sabatina de O GLOBO, Extra e Valor e da Rádio CBN, a proibição do uso de armas letais e menos letais a partir de helicópteros da Polícia Militar, sob o argumento de que as operações são “aterrorizantes para as famílias” que vivem em áreas de conflito. Para a segurança pública, Siri também propôs a retomada de territórios dominados por facções com ações de saneamento, cultura e policiamento, uma polícia unificada e de caráter civil e a concentração do comando da área em uma única Secretaria de Segurança, ligada diretamente ao gabinete do governador.
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— Quero sentar com grandes especialistas. Pois é aterrorizante para as famílias. Não vejo a possibilidade em primeiro momento de usar os helicópteros. Quero resolver a segurança pública. O ex-governador Claudio Castro gastou não sei quantos milhões para comprar um helicóptero blindado, mas são esses mesmos que estavam no poder com o crime organizado — argumentou Siri.
Recuperação de territórios
Apesar de defender restrições ao modelo tradicional de operações em áreas dominadas por facções, Siri afirmou que não pretende abandonar a atuação policial. Segundo ele, seu governo deverá “retomar o território” dominado pelo crime, mas de uma forma diferente da adotada nos últimos 30 anos.
A estratégia, afirmou, começaria pela tentativa de interromper a entrada de drogas e munições nas comunidades. A eventual retomada, segundo o candidato, deve ser acompanhada pela presença de outras áreas do Estado, como saneamento e cultura. Para ele, a atuação não pode se resumir à entrada da polícia.
— A operação vai acontecer. Mas o governador precisa fazer as políticas paralelas. A primeira questão é desarticular o crime. Drogas e armamentos não são fabricados dentro das comunidades. Vamos começar asfixiando a entrada de munições e drogas, onde o bandido tem o fuzil que vai trocar tiro com a polícia. Não tem o Estado querendo acabar com esse fluxo nas favelas — argumentou o pessolista.
Caveirão e letalidade
A proposta de Siri também não elimina completamente o uso de veículos blindados em operações. Perguntado diretamente se sua polícia usaria o chamado caveirão, o candidato respondeu que, em determinadas situações, o equipamento poderá ser necessário, mas criticou o que chamou de repetição da mesma política de segurança há décadas.
— A gente não pode ficar olhando nesse enxuga-gelo. São 30 anos a mesma coisa. Caveirão e fazer operação. Sempre usaram isso para ganhar voto — afirmou Siri.
Para reduzir a letalidade e enfrentar o crime organizado, Siri defendeu ações conjuntas com a Polícia Federal, além de operações na Baía de Guanabara. Também prometeu valorizar os policiais e melhorar a estrutura das forças de segurança. Segundo o candidato, os batalhões e delegacias estão sucateados, e as condições de trabalho geram estresse enfrentado pelos agentes.
Polícia unificada e secretaria única
Outra mudança defendida por Siri é a transformação do modelo das polícias. Questionado sobre sua proposta de desmilitarização da força, ele afirmou que, como governador, não poderia simplesmente extinguir a PM, mas defendeu uma estrutura semelhante à da Polícia Rodoviária Federal, com uma polícia unificada e de caráter civil.
Siri ressaltou que sua proposta não seria uma crítica aos policiais. Para ele, o problema está na falta de investimento do governo. O candidato defendeu o aumento do efetivo, novos concursos e melhores salários.
— A lei prevê 60 mil policiais militares no estado, enquanto atualmente seriam 45 mil. Não é culpa dos policiais, que são bem treinados, mas erro é do governador que não diz que precisamos investir — disse Siri.
A reformulação também alcançaria a estrutura administrativa da segurança pública. Siri afirmou que pretende unificar as secretarias de Polícia Civil e Polícia Militar em uma única Secretaria de Segurança. Ele ainda não definiu quem ocuparia o cargo, sob a justificativa de que o processo eleitoral precisa validar sua campanha.
O candidato disse que a mudança serviria para concentrar o comando da área e evitar disputas entre as diferentes estruturas. Como exemplo, citou Felipe Curi, ex-secretário de Polícia Civil e candidato a deputado federal pelo PP, e Marcelo Menezes, ex-secretário de Polícia Militar e candidato a deputado estadual pelo PL. Segundo Siri, os dois teriam disputado publicamente a autoria da megaoperação nos Complexos da Penha e Alemão, na Zona Norte do Rio, em 28 de outubro, que deixou 122 mortos.
— A última operação falida gerou tanto poder que ficaram o Curi e o Menezes brigando quem era o pai da coisa. Agora são os dois candidatos — afirmou.
Siri disse que o futuro secretário de Segurança seria ligado diretamente ao gabinete do governador e defendeu o fim de indicações para cargos como os de comandantes de batalhões, delegados e diretores da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen). O objetivo, segundo ele, seria ampliar o controle sobre a área e concentrar a estratégia no combate às organizações criminosas.
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Siri defende proibição de helicópteros da polícia em operações no Rio: ‘É aterrorizante para as famílias’

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BRCOM