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novembro 5, 2026
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Startup de IA do Porto Maravalley levanta R$ 2 milhões para ajudar SUS no autismo

Por · novembro 5, 2026
Startup de IA do Porto Maravalley levanta R$ 2 milhões para ajudar SUS no autismo


Uma healthtech recém-criada quer usar inteligência artificial para ajudar o Sistema Único de Saúde (SUS) e famílias de pessoas com autismo a navegar mais facilmente o labirinto burocrático e emocional por trás do tratamento.
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Batizada de Lucca e incubada no Porto Maravalley, a startup acaba de anunciar a captação de R$ 2 milhões junto a investidores-anjos para acelerar o modelo — que, segundo a empresa, por ora só é usado na rede municipal de São João de Meriti (RJ) e no Instituto Ahimsa, organização social paulistana especializada em transtorno do espectro autista e deficiência múltipla sensorial.
A Lucca foi fundada há quatro meses pelo CEO Maximiliano Lima, engenheiro que passou por KPMG e XP e que é pesquisador de IA e Internet das Coisas (IoT), e por Anita Scatolin, contadora qu
e trabalhou na área financeira de empresas como Tata Consultancy e Mondelez. Anita é mãe de Lucca, jovem com autismo cujas fricções no tratamento inspiraram a healthtech.
Depois de “passar anos carregando a história do meu filho de serviço em serviço, contando tudo de novo a cada porta”, Anita se uniu a Lima para criar uma IA na tentativa de organizar e agilizar o tratamento na rede pública.
Um só lugar
Segundo a empresa, a ideia foi criar uma plataforma que reunisse num só lugar informações clínicas, escolares e sociais do paciente, facilitando o acompanhamento do tratamento e o compartilhamento de informações entre os serviços.
A plataforma diz ter integração nativa ao e-SUS e permitir acompanhar filas e custos associados aos atendimentos, além de organizar a demanda por critérios de risco, em vez da ordem de chegada. De acordo com os fundadores, a IA também propõe caminhos para os planos terapêuticos e educacionais e cruza avaliações clínicas e pedagógicas para apoiar diagnósticos e decisões.
A decisão final, porém, permanece com os profissionais, alerta a Lucca. Para se precaver de “alucinações” nesse processo, a startup sustenta que a IA “se recusa a gerar informações sem documento vigente aprovado” e que “toda sugestão cita a evidência que a sustenta: avaliação, evolução e laudo”. Além disso, “a IA nunca fecha diagnóstico, laudo ou conduta. Nada vira plano antes de a equipe aceitar”, acrescenta.
Pelo lado das famílias, elas podem usar a plataforma para acompanhar o plano de cuidado e compartilhar informações sobre a rotina da criança.
“A Lucca consolida o contexto da pessoa com TEA ao longo da linha de cuidado, reunindo informações da história clínica, da escola e da família. Não se trata de aplicar um modelo genérico de inteligência artificial ao autismo, mas de estruturar os dados e o acompanhamento de forma longitudinal, com metodologia clínica, governança de IA e segurança da informação”, explica Maximiliano Lima, fundador e CEO da Lucca, em comunicado.
Missão em Lisboa
Com os R$ 2 milhões captados, a Lucca quer expandir a operação, desenvolver módulos voltados à educação e à assistência social e validar evidências a partir dos dados de acompanhamentos já feitos. A meta é chegar a 20 mil pessoas com autismo acompanhadas pela plataforma até o fim de 2027.
A Lucca foi uma das escolhidas para integrar a missão de dez startups do Porto Maravalley que irá ao Web Summit Lisboa na semana que vem.

Startup de IA do Porto Maravalley levanta R$ 2 milhões para ajudar SUS no autismo