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Tradição de 'Saneamento básico': Com filme escolhido pelo Brasil para corrida pelo Oscar, Lázaro Ramos tenta repetir Fernanda Torres e Wagner Moura

A escolha de “Feito pipa” pela Academia Brasileira de Cinema como representante do Brasil na corrida pelo Oscar de melhor filme internacional pode manter viva uma tradição recente: a presença de um ator de “Saneamento básico, o filme” em evidência no cinema internacional. Após Fernanda Torres com “Ainda estou aqui” e Wagner Moura por “O […]

Tradição de 'Saneamento básico': Com filme escolhido pelo Brasil para corrida pelo Oscar, Lázaro Ramos tenta repetir Fernanda Torres e Wagner Moura


A escolha de “Feito pipa” pela Academia Brasileira de Cinema como representante do Brasil na corrida pelo Oscar de melhor filme internacional pode manter viva uma tradição recente: a presença de um ator de “Saneamento básico, o filme” em evidência no cinema internacional. Após Fernanda Torres com “Ainda estou aqui” e Wagner Moura por “O agente secreto”, agora é a vez de Lázaro Ramos.
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A situação foi lembrada por internautas nas redes sociais. “Feito Pipa dá continuidade à tradição: pelo terceiro ano seguido, um ator de ‘Saneamento Básico, o Filme’ está no longa escolhido para representar o Brasil no Oscar”, escreveu o perfil Oxente Pipoca no X. Nos comentários, muitos fãs já brincam com o fato. “Camila Pitanga best actress 2028 já é realidade”, escreveu Leo Chara, também no X.
O perfil Odeiopodcast também lembrou o nome de Pitanga, e até já apontou o filme com o qual ela pode concorrer: a cinebiografia de Clara Nunes, em desenvolvimento.
Vencedor do Urso de Cristal e do Grande Prêmio do Júri Internacional na mostra Generation Kplus do Festival de Berlim e de quatro Kikitos no Festival de Cinema de Gramado, incluindo melhor filme pelo júri popular, “Feito pipa” acompanha Gugu (Yuri Gomes), um menino apaixonado por futebol que vive ao lado da avó Dilma (Teca Pereira). Quando avó começa a apresentar problemas de saúde, o jovem tenta esconder a nova realidade para que não precise morar com o pai (Lázaro Ramos), um homem duro e conservador, incapaz de expressar seus sentimentos.
“Feito pipa” foi o escolhido de uma lista de seis finalistas que contava ainda com “100 dias”, de Carlos Saldanha, “A fabulosa máquina do tempo”, de Eliza Capai, “A natureza das coisas invisíveis”, de Rafaela Camelo, “Nosso segredo”, de Grace Passô, e “Vicentina pede desculpas”, de Gabriel Martins. O filme chega aos cinemas brasileiros no dia 5 de novembro.
“Que emoção”, escreveu Lázaro Ramos em post nos Stories. O ator pode voltar ao Oscar após acompanhar o amigo Wagner Moura na última edição da cerimônia, em março.
Apesar da escola, outro filme brasileiro ainda tem chances de participar da corrida de melhor filme internacional: “Vicentina pede desculpas”. Dirigido por Gabriel Martins, o longa está em competição na mostra Plataforma do Festival Internacional de Cinema de Toronto. Segundo as novas regras para a disputa de filme internacional do Oscar, os vencedores desta premiação — assim como os de Cannes, Veneza, Berlim e Sundance — ficam automaticamente habilitados. O Festival de Toronto anuncia o vencedor da mostra Plataforma neste domingo (20).
O Brasil tentará retornar ao Oscar após marcar presença nas duas últimas edições da premiação da Academia de Hollywood. Em 2025, “Ainda estou aqui”, de Walter Salles, conquistou a estatueta de melhor filme internacional, enquanto que, em 2026, “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho, recebeu quatro indicações. O Oscar 2027 acontece em 14 de março.
Escolhida pela Academia Brasileira de Cinema, a comissão de seleção deste ano foi formada pelo diretor André Pellenz; a produtora Bárbara Cariry; a produtora Clélia Bessa; a produtora Deborah Osborn; o diretor Guilherme Coelho; o produtor João Vieira Jr.; a produtora Juliana Vicente; a diretora Lô Politi; a produtora Kátia Adler; a atriz Maria Gal; o músico Plínio Profeta; o distribuidor Rodrigo Saturnino; a atriz Suzana Pires; a curadora Tatiana Carvalho Costa; e o diretor Walter Lima Junior.
“O filme ‘Feito Pipa’, de Allan Deberton, tem uma narrativa sensível que comunica universalmente e, ao mesmo tempo, traz uma forte identidade brasileira a partir de uma cidade do interior do Ceará. É sobre a família, a cumplicidade entre avó e neto, infância, finitude e já foi premiado em festivais internacionais importantes”, afirmou Clélia Bessa, presidente da comissão.

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BRCOM