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Três PMs são denunciados por corrupção em esquema de policiamento privilegiado para clínica em Belford Roxo

Três policiais militares foram denunciados corrupção passiva militar numa investigação sobre policiamento privilegiado em troca de dinheiro. Na manhã desta quinta-feira, equipes do O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriram três mandados de prisão preventiva contra os agentes. A ação foi a […]

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Três policiais militares foram denunciados corrupção passiva militar numa investigação sobre policiamento privilegiado em troca de dinheiro. Na manhã desta quinta-feira, equipes do O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriram três mandados de prisão preventiva contra os agentes. A ação foi a sexta fase da Operação Patrinus, que apura esquemas de corrupção, de extorsão e de desvios de conduta no 39º BPM (Belford Roxo).
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Segundo o MPRJ, dois dos denunciados já estavam presos em razão de outro processo decorrente da mesma investigação. Os mandados contra eles foram cumpridos no Batalhão Especial Prisional (BEP) e na Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza. O terceiro denunciado foi preso em casa, no bairro Parque Rosário, em Nova Iguaçu.
As investigações apontam que os denunciados receberam e negociaram pagamentos para oferecer policiamento privilegiado a uma clínica particular em Belford Roxo. O estabelecimento, conforme o MPRJ, integrava uma rede de comerciantes e empresas chamados pelos policiais de “padrinhos”, que pagavam para receber atendimento diferenciado. Em troca, os agentes direcionavam o patrulhamento, priorizavam esses locais nas rotas e compareciam quando acionados, utilizando a estrutura da Polícia Militar para atender a interesses privados.
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No caso da clínica, a investigação identificou o pagamento de R$ 50 e negociações para que o valor chegasse a R$ 100. Mensagens extraídas do celular de um dos denunciados mostram os envolvidos discutindo a diferença entre o valor pago e o que teria sido combinado. Em uma das conversas, um dos agentes afirma que “na vez dele foi galo”, expressão usada para se referir a R$ 50, e diz ter entendido que o acordo seria de R$ 100. O outro denunciado também relata ter recebido R$ 50.
Segundo o MPRJ, um dos policiais intermediava a relação com a clínica, negociava os valores e coordenava o atendimento pelas diferentes equipes. Outro acompanhava as negociações e os pagamentos. O terceiro teria realizado patrulhamento direcionado ao estabelecimento, enviado ao grupo de WhatsApp fotos da atuação no local e recebido pessoalmente R$ 50. Os fatos ocorreram entre setembro e outubro de 2021, quando os três integravam o 39º BPM (Belford Roxo). Um dos PMs foi expulso da corporação após o oferecimento da denúncia, recebida pela Auditoria da Justiça Militar.
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A operação desta quinta contou com o apoio da Corregedoria Geral da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen).
Desdobramentos da investigação
A Operação Patrinus começou em maio de 2024, a partir de uma investigação envolvendo policiais militares do 39º BPM. A análise de celulares apreendidos revelou novos integrantes envolvidos no esquema de corrupção e outras práticas criminosas, o que originou os desdobramentos.
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Em agosto de 2025, dez policiais militares foram presos acusados de achacar comerciantes. Em maio deste ano, o Ministério Público denunciou 11 agentes por receber propina para prestar segurança a estabelecimentos durante o expediente. No mês seguinte, quatro PMs foram denunciados por peculato e comércio ilegal de arma de fogo, acusados de vender uma pistola apreendida durante uma ocorrência e dividir o dinheiro.
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Três PMs são denunciados por corrupção em esquema de policiamento privilegiado para clínica em Belford Roxo

Autor

BRCOM