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outubro 20, 2026
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Trump anuncia US$ 8 bilhões em subsídios a combustíveis para fazendeiros durante a colheita

Por · outubro 20, 2026
Trump anuncia US$ 8 bilhões em subsídios a combustíveis para fazendeiros durante a colheita


O governo Trump anunciou US$ 8 bilhões em ajuda aos agricultores para compensar a alta dos custos dos combustíveis, um peso significativo para os produtores durante a colheita.
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A medida é a mais recente tentativa do governo de aliviar os encargos financeiros dos produtores — tradicionalmente uma importante base eleitoral republicana — antes das eleições de meio de mandato. No início deste mês, a Casa Branca também flexibilizou as restrições ao uso de um tipo de diesel isento de impostos.
O programa Harvest Fuel Relief (Auxílio para Combustíveis na Colheita) “oferecerá alívio durante períodos de perturbação temporária do mercado e de aumento dos custos dos insumos”, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) em comunicado divulgado na noite de segunda-feira. Segundo o órgão, os pagamentos únicos cobrirão uma parcela das perdas estimadas dos agricultores durante o ano-safra de 2026.
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Os preços do diesel dispararam em todo o mundo, à medida que o conflito entre Estados Unidos e Irã restringe as exportações de combustíveis pelo Estreito de Ormuz. Nos Estados Unidos, os preços no varejo atingiram um recorde de US$ 6,50 por galão em setembro, criando dificuldades para o presidente às vésperas das eleições.
Post sobre subsídio aos agricultores
Reprodução O Globo
A turbulência também está adiando ainda mais a recuperação do setor agrícola, cujos produtores já enfrentam enormes estoques globais de grãos e crescimento limitado da demanda. As guerras tarifárias do presidente Donald Trump também interromperam as exportações agrícolas americanas e contribuíram para o aumento dos custos.
O agricultor Marty Richardson, do Missouri, afirmou que a maioria dos produtores não tem condições de recusar a ajuda, mas preferiria ver o Estreito de Ormuz ser reaberto ou as exportações de diesel dos Estados Unidos serem suspensas temporariamente.
“Eu realmente não gosto de receber ajuda do governo, mas, no cenário em que estamos, não dá para dizer não, porque as margens são muito pequenas”, disse Richardson.
Segundo Kristen Owen, analista da Oppenheimer, a confiança dos agricultores, que recentemente caiu ao nível mais baixo desde janeiro em meio à pressão dos custos elevados, pode melhorar rapidamente após o anúncio da medida.
“Embora o diesel represente apenas uma pequena parcela das despesas dos agricultores, é um custo que eles sentem imediatamente, e já vemos isso afetando a confiança do setor”, afirmou.
As ações das fabricantes de máquinas agrícolas Deere & Co., CNH Industrial e AGCO Corp. subiram nesta terça-feira.
Garrett Love, produtor de sorgo, trigo, milho e outras culturas no Kansas e presidente da Associação Nacional de Produtores de Sorgo (National Sorghum Producers), afirmou que a assistência oferecerá o apoio necessário para concluir a colheita e preparar a próxima safra. A Associação Nacional de Produtores de Milho (National Corn Growers Association) e a Associação Nacional de Produtores de Trigo (National Association of Wheat Growers) também receberam a iniciativa favoravelmente.
“Os produtores de sorgo estão enfrentando margens apertadas, e os custos mais altos do diesel aumentam ainda mais a pressão sobre nossa capacidade de levar a produção ao mercado”, disse Love em comunicado.
Até domingo, a colheita de sorgo nos Estados Unidos estava 46% concluída. A de milho havia atingido 44%, enquanto a de soja estava 64% concluída, segundo o USDA.
Em um comício realizado na segunda-feira, no Kansas, Trump elogiou o novo programa do USDA e classificou sua ordem executiva anterior sobre o chamado diesel tingido de vermelho como “um grande negócio”.
“Mas, mesmo sem isso, assim que essa guerra terminar, vocês verão uma queda acentuada, porque há muito petróleo e diesel disponíveis”, afirmou.
Em resposta à disparada dos preços do diesel, Trump recorreu à Rússia para ampliar a oferta do combustível, entrando em conflito com aliados dos Estados Unidos e com integrantes de seu próprio partido.
Os agricultores têm pago mais caro pelo combustível e também aguardado que a China comece a comprar volumes maiores. Os preços das commodities agrícolas seguem pressionados, pois o aumento da oferta tem superado a demanda. Nesta terça-feira, os contratos futuros de soja e milho caíram na Bolsa de Chicago para os níveis mais baixos desde agosto.
Os exportadores venderam mais de 2 milhões de toneladas de soja americana para a China até agora em outubro. Um acordo anunciado nesta terça-feira envolveu 612 mil toneladas, a segunda maior compra do ano.
As vendas de outros produtos americanos, porém, têm avançado mais lentamente. Para que a China cumpra a meta estabelecida pela Casa Branca de realizar compras agrícolas anualizadas e proporcionais de US$ 17 bilhões, serão necessários embarques de outros produtos, como sorgo, milho, algodão e carnes.
A mais recente rodada de ajuda ocorre após uma proposta apresentada pelo governo Trump em junho para conceder US$ 11,1 bilhões em novos auxílios ao setor agrícola. Antes disso, um pacote de resgate de US$ 12 bilhões já havia começado a ser pago no início do ano.
Os novos pagamentos serão calculados com base na área plantada, bem como nas estimativas de custos de produção e nas projeções de produtividade e preços fornecidas pelo USDA. Os valores específicos por cultura serão divulgados no próximo mês.

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