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outubro 5, 2026
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Ucrânia usa armas robóticas com IA para derrubar novos drones russos, diz Força Aérea; entenda

Por · outubro 5, 2026
Ucrânia usa armas robóticas com IA para derrubar novos drones russos, diz Força Aérea; entenda


A Ucrânia começou a usar armas robóticas equipadas com inteligência artificial (IA) para derrubar novos drones russos movidos a jato, informou a Força Aérea ucraniana nesta segunda-feira. As torres automatizadas já foram responsáveis por abates e fazem parte dos esforços de Kiev para encontrar novas maneiras de interceptar as aeronaves não tripuladas usadas por Moscou em ataques contra a capital do país.
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Há meses, a Ucrânia busca alternativas para enfrentar os novos drones russos em meio a uma grave escassez de munição adequada para interceptá-los. Os modelos movidos a jato são mais rápidos e mais difíceis de derrubar do que os drones tradicionais usados pela Rússia, baseados nos iranianos Shahed. Como parte dessa resposta, torres robóticas começaram a ser instaladas em pontes, afirmou o porta-voz da Força Aérea ucraniana, coronel Yuri Ignat.
Segundo ele, o equipamento já conseguiu derrubar drones, incluindo o Geran-5, versão maior, mais rápida e mais potente. Em entrevista à AFP, o porta-voz explicou que as novas torres, vistas por jornalistas da agência na capital ucraniana, usam sistemas de visão óptica e inteligência artificial para reduzir a necessidade de intervenção humana na operação.
Alcance limitado
Sergiy Beskrestnov, assessor de tecnologia do presidente ucraniano, afirmou no Telegram que as torres automatizadas representam “uma solução ucraniana inovadora que derruba [drones] usando metralhadoras controladas por IA”. Segundo ele, 12 unidades já foram instaladas em Kiev e outras serão implementadas no futuro.
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O novo sistema, no entanto, tem alcance limitado. Ignat afirmou que as torres conseguem operar a uma distância de cerca de um quilômetro ou pouco mais e dependem de condições favoráveis, como um ângulo adequado de aproximação do drone.
— Isso não é nenhum tipo de solução definitiva — disse, acrescentando que as torres integram “um sistema integrado de defesa aérea que permite atingir esses alvos em diferentes níveis”. — É claro que contamos com todos os recursos disponíveis.
Escassez de mísseis
Segundo Ignat, atualmente a maior parte do combate aos drones movidos a jato ainda é realizada pela aviação ucraniana. Como as aeronaves não tripuladas voam em grandes altitudes e a velocidades elevadas, caças, especialmente os F-16, conseguem alcançá-las. Alguns pilotos, afirmou, chegam a derrubar mais de dez Shaheds em uma única missão.
A escassez de mísseis, porém, faz com que os pilotos muitas vezes tenham de recorrer aos canhões das próprias aeronaves para atingir os drones. A Ucrânia, que pede repetidamente mais apoio para se defender da Rússia desde o início da invasão em larga escala, em 2022, vem acelerando a integração da inteligência artificial às suas capacidades militares.
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A tecnologia já é utilizada nas linhas de frente para orientar drones, detectar alvos para ataques e coordenar operações de grande escala. O avanço ocorre enquanto a própria Otan trabalha em uma estratégia que prevê combinar capacidades militares tradicionais com tecnologias que ganharam importância desde o início da guerra na Ucrânia.
Plano da Otan
O principal comandante militar da Otan, general Alexus Grynkewich, prepara uma estratégia para alcançar uma vitória rápida em caso de um ataque russo ao flanco leste da aliança, com foco especial na integração de novas tecnologias de defesa, como drones e inteligência artificial, ao poderio militar tradicional.
O documento, chamado de “teoria da vitória”, ao qual a Bloomberg teve acesso em uma versão não confidencial, será apresentado pelo Comandante Supremo Aliado na Europa na Polônia, em 12 de outubro, em meio ao aumento das tensões entre a Otan e a Rússia. O objetivo é esclarecer como a aliança lidaria com uma possível incursão em seu território, segundo autoridades de alto escalão e diplomatas familiarizados com o assunto.
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O secretário-geral da organização, Mark Rutte, afirmou recentemente que não havia indícios de que a Rússia estivesse se preparando para um ataque convencional contra a aliança, mas disse que a Europa deveria estar preparada para enfrentar ataques híbridos persistentes. Ao mesmo tempo, o porta-voz de Grynkewich, coronel Martin O’Donnell, recusou-se a discutir detalhes do plano e enfatizou a natureza defensiva da Otan.
— A teoria da vitória do Comandante Supremo Aliado na Europa é simples: manter a vantagem da Otan — disse O’Donnell. — Diante do ambiente de segurança global instável e complexo, precisamos criar agora as condições para dissuadir agressões e, se necessário, vencer caso sejamos atacados.
Nova estratégia
Embora as linhas gerais dos princípios de combate da Otan sejam conhecidas, é raro que sejam discutidas abertamente. A iniciativa pretende tranquilizar a população sobre o nível de preparo da aliança e apresentar uma imagem mais concreta do que está por trás do aumento dos gastos com defesa.
O documento também pretende mostrar aos aliados como a Otan integraria armamentos tradicionais às novas capacidades que surgiram desde o início da guerra na Ucrânia, além de incentivar mais investimentos em defesa e uma melhor preparação, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, que pediram anonimato.
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A estratégia enfatiza a natureza defensiva da Otan e a necessidade de evitar provocações involuntárias, ao mesmo tempo em que menciona explicitamente a importância de enfrentar coletivamente ameaças híbridas — ações agressivas abaixo do limiar de um conflito — como parte da estratégia de dissuasão. Segundo o documento, ao demonstrar seu nível de preparação, a aliança pretende levar o inimigo à conclusão de que não pode vencer.
Caso a Otan seja atacada, o plano prevê bloquear uma incursão por meio de uma combinação de forças terrestres e outros recursos da Iniciativa de Dissuasão do Flanco Leste. O conceito se baseia em drones de baixo custo, sistemas que exigem um número mínimo de operadores e seleção de alvos com ajuda da inteligência artificial.
Depois de conquistar liberdade de manobra, a aliança buscaria destruir os sistemas inimigos de comando e controle, com o objetivo de derrotar as forças russas rapidamente. Os aliados da Otan, especialmente na Europa, aumentaram os gastos com defesa, mas surgiram divergências sobre como estabelecer prioridades entre armamentos tradicionais, como tanques, e tecnologias alternativas que ganharam destaque na guerra da Ucrânia.
(Com Bloomberg e AFP)

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