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UE aprova protocolo brasileiro para exportação de frango, diz secretário do Ministério da Agricultura

Autoridades da União Europeia aprovaram um protocolo da indústria brasileira de frango para atender às regras do bloco sobre uso de antibióticos, afirmou Cleber Oliveira Soares, secretário-executivo do Ministério da Agricultura, durante conferência em São Paulo. Após tarifaço dos EUA: Lula destaca abertura do mercado chinês para carne brasileira e fala em ‘vender para outro’ […]

UE aprova protocolo brasileiro para exportação de frango, diz secretário do Ministério da Agricultura


Autoridades da União Europeia aprovaram um protocolo da indústria brasileira de frango para atender às regras do bloco sobre uso de antibióticos, afirmou Cleber Oliveira Soares, secretário-executivo do Ministério da Agricultura, durante conferência em São Paulo.
Após tarifaço dos EUA: Lula destaca abertura do mercado chinês para carne brasileira e fala em ‘vender para outro’
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Esse é um primeiro passo para a retomada das exportações do Brasil à União Europeia (UE), após a interrupção do comércio no dia 3 deste mês. Enquanto isso, exportadores de carne bovina negociam um “período de transição”para o setor.
Autoridades revisaram protocolos recém-implementados no Brasil durante uma auditoria recente em frigoríficos de frango. Ainda faltam algumas etapas para a reinclusão completa do Brasil na lista de exportadores autorizados a enviar frango à Europa, afirmou Soares.
Segundo o representante do Ministério da Agricultura, uma reunião de um comitê do bloco europeu poderá discutir o assunto entre outubro e novembro.
Confira: Cota de carne para a China freia frigoríficos, mas ritmo volta a acelerar em outubro, projeta Bradesco
Frigoríficos brasileiros receberão uma missão de autoridades chinesas a partir de domingo, dia 20, acrescentou Soares. Um dos objetivos da missão é obter autorização para que mais frigoríficos possam exportar carne à China. Autoridades do país asiático também inspecionarão a produção de miúdos bovinos.
Negociações sobre a carne
Em paralelo, autoridades brasileiras tentarão negociar um “período de transição” que permita a retomada das exportações de carne bovina para a União Europeia, disse Roberto Perosa, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), em coletiva de imprensa. Segundo ele, a indústria espera que as negociações avancem e permitam a retomada do comércio no primeiro semestre de 2027.
O Brasil foi retirado da lista de exportadores autorizados a embarcar carne para a UE devido a novas regras sobre antimicrobianos na pecuária. A retirada do Brasil da lista já havia sido anunciada em maio.
A dominância global do Brasil no comércio de carne bovina está em conflito com normas europeias mais rigorosas, ameaçando as exportações à medida que os fornecedores enfrentam dificuldades para certificar o gado sob as novas restrições a medicamentos promotores de crescimento.
A Europa responde por 3% das exportações brasileiras de carne, mas paga em média US$ 9,16 por quilo, 50% a mais do que os US$ 6,11 por quilo pago por países da Ásia. O mercado asiático (excetuando Oriente Médio) compra 57% da carne exportada pelo Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento.
Auditorias e protocolos
Ainda não há previsão para que frigoríficos de carne bovina sejam auditados por autoridades da UE, como ocorreu com as plantas de frango. Até agora, autoridades da UE pediram comprovação de que os protocolos sobre antimicrobianos são aplicados durante todo o ciclo de vida do animal, disse Perosa.
A exigência é particularmente desafiadora para a carne bovina, porque os animais podem levar cerca de dois anos para atingir o peso de abate. O Brasil implementou um novo protocolo para antimicrobianos neste ano, e a Abiec pede que o comércio possa ser retomado antes do cumprimento de todo o ciclo.

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Autor

BRCOM