Patrícia Ribeiro reúne uma trajetória marcada por episódios que a tornaram conhecida em Portugal e, agora, despertam a curiosidade do público brasileiro. Aos 44 anos, a cantora portuguesa prepara a autobiografia “Da Prisão à Liberdade”, em que fala sobre a carreira artística, as transformações que viveu, o crime pelo qual foi condenada e os seis anos que passou presa. Recentemente, também manifestou interesse em participar do “Big Brother Brasil 27”.
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A música que chegou ao Big Brother Portugal
A ligação de Patrícia com o universo dos realities começou antes mesmo de sua relação com o “BBB”. Em 2004, durante uma edição do “Big Brother Portugal”, a música “Quero Ser Feliz (Preciso de Uma Chance)” ganhou espaço entre os participantes. A faixa chegou a receber uma coreografia criada pelos confinados e foi apresentada pela cantora na grande final do programa.
A música ajudou a ampliar a projeção de Patrícia, que já tinha iniciado a carreira ainda na infância, quando integrou grupos juvenis como o Onda Choc. Ao longo dos anos, lançou trabalhos como “Lotaria do Amor”, de 2013, e “Beat Sexy”, de 2015. Também participou do programa “Portugal em Festa”, da SIC, e teve projetos e passagens profissionais pelo Brasil.
Agora, a cantora pretende participar do “Big Brother Brasil 27”, retomando no país uma relação com o formato que começou em Portugal mais de duas décadas atrás.
Patrícia Ribeiro, cantora portuguesa que ganhou projeção com uma música no ‘Big Brother’
Divulgação
Pioneira como mulher trans em Portugal
Patrícia ficou conhecida por ser a primeira mulher trans a construir uma carreira musical profissional em Portugal. A artista também tornou pública sua cirurgia de redesignação sexual, realizada no país, em uma época em que o tema ainda tinha pouca visibilidade na mídia portuguesa.
Em 2014, ela publicou “Ontem Homem, Hoje Mulher”, livro autobiográfico no qual já havia abordado aspectos de sua história e do processo de transição.
O uso de silicone industrial
Entre os episódios que Patrícia também já tornou públicos está o uso de silicone industrial no corpo. Segundo a cantora, o produto foi aplicado no rosto, no bumbum e nos quadris nos anos 2000 e provocou complicações que exigiram diferentes cirurgias na tentativa de retirá-lo.
O relato faz parte de uma história marcada por intervenções no próprio corpo e pela exposição pública de questões relacionadas à identidade e à aparência.
A condenação e os seis anos na prisão
Em 2016, Patrícia foi detida por envolvimento em um crime de extorsão contra um empresário. Segundo informações divulgadas pela imprensa portuguesa sobre o caso, ela e outra pessoa teriam ameaçado divulgar fotografias e vídeos íntimos da vítima.
De acordo com os relatos publicados à época, o esquema teria se prolongado por cerca de quatro anos e envolvido aproximadamente 400 mil euros. Patrícia foi condenada a oito anos de prisão e cumpriu seis no Estabelecimento Prisional de Tires, em Portugal.
No fim de 2022, deixou a unidade em liberdade condicional, após receber o benefício por bom comportamento.
Patrícia Ribeiro passou seis anos presa em Portugal e prepara autobiografia
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O que Patrícia diz sobre a prisão
Em entrevistas posteriores à condenação, a cantora assumiu a responsabilidade pelo crime e falou sobre o arrependimento. Também pediu desculpas publicamente à vítima. “Sei que causei traumas psicológicos, estou profundamente arrependida e, mais uma vez, peço perdão”, afirmou à “SELFIE”.
Patrícia contou ainda que fez acompanhamento psicológico, trabalhou e participou de formações durante os anos em que esteve presa. A fé também ganhou importância naquele período. Um dos objetos que guarda como lembrança dessa fase é um terço dado pela avó, Antonina.
Ao falar sobre aquele momento, a artista afirmou que estava “perdida num abismo sem fim, numa maré de autodestruição”. Em outra ocasião, resumiu a maneira como passou a enxergar os anos de reclusão ao dizer: “Agradeço a Deus por ter sido presa”.
A vida depois da reclusão
Depois de seis anos detida, Patrícia precisou se adaptar novamente à vida em liberdade. Ela contou que teve de “reaprender a viver em sociedade” e que o processo foi difícil. Em alguns momentos, chegou a pensar em voltar ao lugar onde havia passado os últimos anos.
Com o tempo, retomou os projetos profissionais e passou a falar publicamente sobre as escolhas que fez e as consequências delas.
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