A tarifa adicional de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros nesta quinta-feira atinge 42% das exportações enviadas ao território americano, considerando os números de 2025, de acordo com os cálculos do economista João Carmo, da 4 Intelligence. Considerando o volume exportado em 2024, o percentual afetado é de 43%.
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A sobretaxa foi aplicada sob a alegação de que o Brasil e mais 59 países falham em barrar a entrada de importações fabricadas com trabalho forçado – 54 foram tarifados em 12,5% e outros seis com 10%. A decisão atinge 99,4% das importações americanas.
No caso brasileiro, a taxa de 12,5% deve se somar à tarifa de 25%, anunciada na semana passada sob o argumento de que o Brasil tem “práticas desleais” que prejudicam o comércio americano. Assim, parte dos produtores locais estarão sujeitos a uma sobretaxa de 37,5%.
Carmo afirma que, setorialmente, a sequência de decisões protecionistas do governo de Donald Trump é bastante complicada, principalmente porque as isenções diferem entre os países sancionados.
— Para a balança comercial como um todo, o impacto tende a ser não muito grande, mas setorialmente é bem complicado. A questão também é a desvantagem comparativa que um setor pode ter, porque apesar de a tarifa do Brasil ser semelhante a de outros países, as isenções diferem, então pode ser que um determinado setor não tenho ficado em nenhuma lista de isenção no Brasil, e assim teria uma alíquota de 37,5%, mas em outros países ele tenha isenção.

