A suspensão da aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, avaliada em US$ 110 bilhões, foi prorrogada por mais duas semanas, até 17 de agosto, pela juíza federal da Califórnia responsável por analisar várias contestações ao negócio.
A juíza federal Araceli Martínez-Olguín determinou a prorrogação nesta quinta-feira. Continua marcada para 3 de agosto uma audiência para decidir se a operação deve permanecer suspensa até um julgamento previsto para o próximo ano, no qual se buscará bloquear definitivamente o acordo.
Na ocasião, a juíza analisará duas contestações: uma apresentada por um grupo de procuradores-gerais estaduais liderado pela Califórnia e outra pelo Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos.
Na segunda-feira, Martínez-Olguín havia suspendido inicialmente o negócio por duas semanas e marcado a audiência de 3 de agosto. Atualmente, a sessão está prevista para ser breve e ocorrer no fim da tarde no tribunal federal de Oakland, na Califórnia.
A Paramount, porém, defende uma audiência de instrução com duração de três dias e depoimentos de várias testemunhas, a ser realizada mais adiante em agosto.
A empresa afirmou repetidamente que o negócio resistirá à contestação judicial, desde que possa apresentar provas de que a fusão dará a Hollywood uma concorrência de que o setor necessita e permitirá enfrentar melhor gigantes de tecnologia como Netflix e Amazon.
Os estados se opõem ao pedido e querem que a operação seja suspensa o mais rapidamente possível até a realização de um julgamento completo, em abril. A juíza ainda não tomou uma decisão, mas determinou que as duas partes tentem chegar a um acordo até 24 de julho.
A Paramount trava uma corrida contra o tempo e pressiona para que o processo avance o mais rapidamente possível.
A empresa prometeu pagar aos acionistas da Warner Bros. cerca de US$ 7 milhões por dia a partir de 1º de outubro, até a conclusão do negócio. Esse compromisso permitiu que a Paramount superasse a Netflix em uma acirrada disputa pelo controle da proprietária do tradicional estúdio. A espera por um julgamento em abril e pela decisão subsequente, porém, poderia custar à companhia mais de US$ 1,5 bilhão.
Caso a operação fracasse por preocupações concorrenciais, qualquer uma das partes poderá desistir do acordo a partir de junho de 2027, e a Paramount terá de pagar mais US$ 7 bilhões à Warner Bros.
Os estados argumentam que a transação prejudicaria a concorrência nos mercados de distribuição cinematográfica e de TV por assinatura básica, enquanto o Sindicato dos Roteiristas afirma que ela reduziria a concorrência pela contratação de seus profissionais.

