O mando de campo e a maioria da torcida eram vascaínos no primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil, neste sábado, no Maracanã. Mas o Fluminense equilibrou a partida dentro das quatro linhas, teve as melhores chances e mais volume de jogo. No entanto, ninguém foi capaz de tirar o zero da placar. O empate deixou a vaga às quartas de final, a ser definida na próxima quarta-feira, às 21h30, também no Maracanã, totalmente aberta.
A estratégia do Vasco, com uma linha de cinco homens no meio-campo na saída de bola, até pareceu dar certo nos minutos iniciais. O time do técnico Pedro Emanuel adiantou a marcação, pressionou o tricolor e tentou trabalhar a bola até chegar ao ataque. Mas parou por aí. Mesmo com uma zaga montada de última hora pelas lesões de Thiago Silva e Freytes, o goleiro Fábio não fez uma defesa sequer no primeiro tempo e foi pouco acionado ao longo do jogo.
— São 180 minutos, os dois times sabem a importância dos dois jogos. Acho que foi um jogo bem disputado, estudado. E que bom que não levamos gol, a gente conversa muito sobre isso — comentou o zagueiro Igor Rabello que, por conta dos desfalques, ganhou vaga no time titular.
Mudanças sem ousadia
Muito mais objetivo, o Fluminense encontrou espaços pela direita em erros da saída de bola vascaína. Com toques rápidos, John Kennedy conseguiu furar a linha vascaína mais de uma vez. Em uma delas, Canobbio chutou cruzado bem perto do gol. Em outra oportunidade, foi a vez de JK finalizar em cima de Léo Jardim, que fez boas defesas e manteve o Vasco vivo para o jogo de volta.
—No primeiro tempo, conseguimos ter a bola e jogar nosso jogo. Mas podemos melhorar no último terço do campo e na finalização das jogadas. O time está em evolução e teremos esses dias para corrigir o que precisa — disse Léo Jardim.
Nenhum dos times conseguiu controlar as ações do meio-campo. Viu-se um jogo baseado em bolas longas com pouca efetividade pelo lado do Vasco e falta de pontaria pelo lado do Flu. O único a manter as rédeas da partida foi o árbitro Ramon Abbati Abel, que deu amarelo para Lucho Acosta e Andrés Goméz em um momento que os ânimos começaram a se exaltar ao fim da etapa inicial.
O cruz-maltino, por exemplo, só deu seu primeiro chute a gol com Paulo Henrique nos minutos iniciais do segundo tempo. Em seguida, o tricolor, mais uma vez, viu Canobbio errar uma finalização. No lance mais bonito da partida, Acosta achou John Kennedy entre os defensores, que deu um drible de corpo em Cuesta e bateu rasteiro. O goleiro vascaíno impediu a chance de gol mais clara do jogo.
Os treinadores perceberam que para tirar o placar do zero precisariam de mais poder de decisão. Zubeldía mexeu no setor ofensivo, com as entradas de Serna e Soteldo, nos lugares de Canobbio e Savarino, respectivamente. Pedro Emanuel apostou em Spinelli na vaga de David, que não teve qualquer chance no jogo.
Mas ninguém quis ousar além disso. Hulk foi a aposta final do tricolor. Nuno Moreira, a do cruz-maltino. A verdade é que a igualdade no placar não era um mau resultado para quem sabe que terá mais 90 minutos de bola rolando.

