Um eclipse solar total vai acontecer nesta quarta-feira (12). Dado o alinhamento Sol, Lua e Terra, o raro fenômeno poderá ser observado em partes do Hemisfério Norte, principalmente na Espanha e em Portugal. No entanto, não será visível do Brasil, nem mesmo parcialmente. Ainda assim, que está no país poderá acompanhar o evento. O Observatório Nacional está com uma transmissão ao vivo pelas redes sociais desde às 12h.
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O eclipse deve atingir o ponto máximo por volta das 14h. Além da Espanha e de Portugal, o fenômeno poderá ser observado em pontos da Rússia, Islândia e Groenlândia. Em outras áreas do Hemisfério Norte e no norte da África, o eclipse será parcial.
Acompanhe ao vivo abaixo na transmissão do Observatório Nacional:
Segundo a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, mesmo os eclipses solares totais podem ser vistos de uma área relativamente pequena da Terra. Isso ocorre porque a sombra projetada pela Lua durante o fenômeno percorre uma faixa estreita do planeta.
— Tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai fazer um caminho pela Terra. Só quem está neste caminho é que vê o eclipse do Sol. O caminho é de 300 quilômetros de largura — explica.
A pesquisadora destaca que a aparente raridade do fenômeno está relacionada ao número limitado de pessoas que conseguem estar na região atingida pela sombra.
— Por isso que a gente acha que o eclipse solar é raro. Não é que ele seja raro, acontece em geral um eclipse total do Sol por ano. Mas quem vai estar naquela sombrinha são poucas pessoas — afirma.
Como acontece um eclipse solar
O eclipse solar ocorre durante a Lua Nova, quando o satélite se posiciona entre a Terra e o Sol e bloqueia, total ou parcialmente, a luz solar em determinadas regiões do planeta.
Mesmo durante um eclipse total, a observação fica restrita à faixa atingida pela sombra mais escura da Lua. Fora dela, o fenômeno pode ser visto apenas parcialmente.
Como assistir com segurança
O Observatório Nacional alerta que a observação direta do Sol exige cuidados. Para acompanhar um eclipse solar, é necessário utilizar óculos especiais certificados pela norma ISO 12312-2 ou máscaras de soldador equipadas com vidro número 14.
Olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode provocar danos graves à visão e até cegueira.
Também é possível acompanhar o fenômeno de maneira indireta. Uma das alternativas apresentadas por Josina é utilizar uma tampa de caixa de pizza ou outro material semelhante para fazer um pequeno furo e projetar a imagem do Sol sobre uma superfície.
— Se o Sol está bem alto na hora do eclipse, projeta no chão. Se está mais baixo, projeta em uma parede — explica.
De olho nos fenômenos
Além do fenômeno desta quarta-feira, o Observatório Nacional também prevê uma transmissão de outro eclipse, este lunar, que poderá ser observado no Brasil na madrugada entre os dias 27 e 28 de agosto.
Quando eclipses solares são visíveis no país, o Observatório Nacional realiza eventos de observação e pode distribuir gratuitamente óculos de segurança, além de promover oficinas com materiais recicláveis para ensinar formas de acompanhar o fenômeno sem olhar diretamente para o Sol.
(Com Agência Brasil)

