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Terceiro país com mais brasileiros na América do Norte e nono destino no mundo, o Canadá atrai pela combinação de segurança, sistema de saúde público e um dos programas de imigração mais estruturados para trabalhadores qualificados. Mas o custo de vida alto e o inverno rigoroso são pontos que pesam na decisão de quem pensa em se mudar.
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Considerado um dos países mais seguros do mundo, o Canadá ocupa a 14ª posição no Global Peace Index 2026 e é o mais pacífico da América do Norte, à frente de Estados Unidos e México. Sua qualidade de vida também está entre as mais altas do planeta, com IDH de 0,935. O sistema de saúde, o Medicare, é público, universal e gratuito para residentes legais, embora descentralizado, administrado por cada uma das 13 províncias e territórios.
Custo de vida alto
Não existe um salário mínimo único para no país. Com base na média nacional, que é de CAD$ 16,50 por hora, o salário mensal bruto fica em torno de CAD$ 2.640 (cerca de R$ 10.100). O valor, porém, varia conforme a região.
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Já o salário médio gira em torno de US$ 4.800 mensais, com mínimo médio de US$ 2.000, de acordo com dados ajustados da Paridade de Poder de Compra (PPC). Os órgãos internacionais (Banco Mundial, FMI, OIT e OCDE) que calculam o salário médio utilizam a PPC para garantir uma comparação justa do custo de vida. Em vez de usar o câmbio comercial flutuante, a PPC ajusta o salário à realidade local de cada país. Na prática, o número revela o seu verdadeiro padrão de consumo, mostrando o equivalente ao que essa renda conseguiria comprar nos Estados Unidos.
Bandeira do Canadá no lado externo do gabinete do primeiro ministro, em Ottawa
Bloomberg
Mas boa parte dessa renda é consumida pela moradia. Com um custo de vida considerado alto, o Canadá tem uma média nacional de aluguel de cerca de R$ 7.900, valor que também varia por cidade e tipo de imóvel. A crise imobiliária, que pressiona os aluguéis nos últimos anos, é justamente um dos principais pontos de atenção para o imigrante, ao lado do inverno, que pode chegar a -40 °C em algumas províncias.
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Para uma pessoa solteira, o gasto médio mensal com alimentação situa-se entre CAD$ 300 e CAD$ 450 (entre R$ 1.100 e R$ 1.700), dependendo dos hábitos de consumo e da região. Itens básicos no supermercado apresentam preços médios de CAD$ 18 (R$ 66) para o quilo da carne, CAD$ 4,11 (R$ 15) pela dúzia de ovos e CAD$ 2,70 (R$ 10) pelo litro de leite.
Emigração por sistema de pontos
O principal caminho para a residência permanente é o Express Entry, sistema de pontuação que avalia idade, escolaridade, experiência profissional e proficiência em inglês ou francês. Os candidatos mais bem pontuados são convidados a solicitar a residência em rodadas periódicas. Uma via complementar é o Provincial Nominee Program (PNP), em que as províncias “nomeiam” candidatos que atendam às suas necessidades de mão de obra, o que garante 600 pontos extras e, praticamente, a residência permanente.
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Quem tem oferta de emprego pode entrar pelo Work Permit, muitas vezes usado como ponte para a residência. E o Study Permit exige aceitação em uma instituição designada e comprovação financeira de cerca de CAD 22.895 anuais para custo de vida, além de permitir trabalho em tempo parcial durante o curso. Em quase todas as categorias, o domínio de inglês ou francês é obrigatório, comprovado por testes.
Os estudantes de mestrado e doutorado matriculados em instituições públicas credenciadas (DLIs) ficam de fora do teto do Visto de Estudo imposto pelo Canadá e estão isentos da necessidade de apresentar a carta de atestação provincial (PAL/TAL). Além disso, esses pós-graduandos têm o direito de solicitar o visto de trabalho pós-formação (PGWP) com validade de 3 anos, mesmo para cursos mais curtos que tenham a duração mínima de 8 meses.
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Apuração de Leonardo Marchetti. Colaborou a estagiária Letícia Guimarães.

