Contrariando as regras da Justiça Eleitoral, que não permite o uso de acessórios na cabeça em fotos de registros das candidaturas, o candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Allyson (União Brasil), se apresentou com um chapéu de vaqueiro. Ele repete o feito do presidente Lula, que se apresentou ao eleitor de chapéu panamá na foto de registro.
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Foto do registro da candidatura de Allyson
Reprodução
Lula usa o acessório por conta de um tumor que teve no couro cabeludo. O chapéu também protege a pele do ex-presidente, sensível por conta da doença. Lula já vem usando o chapéu nos últimos meses em compromissos públicos, bem como no lançamento de sua chapa presidencial, em São Paulo, no início do mês.
Allyson, no entanto, justificou o uso do acessório e outra forma. À Folha de S. Paulo, o candidato afirmou que escolheu o item por “identificação”. “É algo que vem da nossa cultura do sertão”, disse o ex-prefeito de Mossoró. “Vou governar de chapéu, e usarei até em reunião com o presidente”, afirmou.
Em 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu uma exceção para Douglas Belchior (PT), deputado federal de São Paulo, que havia sido impedido de usar um boné na foto de urna. O ministro Sérgio Banhos, do TSE, justificou a permissão afirmando que o boné fazia parte das característica socioculturais do candidato.

