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Um dos maiores polos de tecnologia da Europa, a Irlanda combina alta qualidade de vida, segurança e um mercado de trabalho aquecido, o que a tornou um destino cada vez mais procurado por brasileiros. Mas o custo de vida em Dublin, entre os mais altos do continente, é o principal ponto de atenção para quem pretende se mudar.
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Considerada um dos países mais seguros do mundo, a Irlanda ocupa a 5ª posição no Global Peace Index 2026, oscilando entre o terceiro e o quinto lugar nas edições recentes. Sua qualidade de vida também está no topo, com IDH de 0,95, e o inglês é o idioma do mercado de trabalho. O clima, temperado oceânico, é chuvoso, com invernos frios e verões amenos.
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O salário médio na Irlanda gira em torno de US$ 6.200 mensais, com mínimo fixado em US$ 2.700, entre os mais altos da Europa, de acordo com dados ajustado da Paridade de Poder de Compra (PPC). Os órgãos internacionais (Banco Mundial, FMI, OIT e OCDE) que calculam o salário médio utilizam a PPC para garantir uma comparação justa do custo de vida. Em vez de usar o câmbio comercial flutuante, a PPC ajusta o salário à realidade local de cada país. Na prática, o número revela o seu verdadeiro padrão de consumo, mostrando o equivalente ao que essa renda conseguiria comprar nos Estados Unidos.
O edifício Google Docks, ao centro no fundo, na região conhecida como ‘Silicon Docks’, em Dublin
Paulo Nunes dos Santos/Bloomberg
O custo de vida, no entanto, é considerado um dos mais altos do continente. Para um estilo de vida confortável, estima-se um gasto mensal entre R$ 15 mil e R$ 21 mil para uma pessoa sozinha. O aluguel de um apartamento de um quarto em Dublin custa, em média, € 1.964 (cerca de R$ 11.500), podendo chegar a € 2.540 (R$ 14.800) em áreas mais valorizadas. No mercado, uma pessoa solteira gasta, em média, entre € 320 e € 550 (entre R$1.900 e R$3.200) mensais.
Estudantes podem trabalhar até 20 horas semanais
Para trabalhar no país, estrangeiros de fora do Espaço Econômico Europeu precisam de uma autorização de emprego. A principal via para profissionais qualificados é a Critical Skills Employment Permit, voltada a áreas como tecnologia, engenharia, saúde e ciências, que exige oferta de emprego de pelo menos dois anos e salário mínimo de € 40.904 anuais (ou acima de € 68.911 para profissões fora da lista de habilidades críticas). Seu grande diferencial é que, após 24 meses de trabalho contínuo, o imigrante pode solicitar diretamente o Stamp 4, status que libera para trabalhar em qualquer empresa sem depender de patrocinador e abre caminho para a residência permanente e a cidadania.
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Para um perfil mais amplo de trabalhadores existe o General Employment Permit, que cobre quase todas as ocupações e exige salário anual de € 36.605, embora obrigue o empregador a anunciar a vaga localmente antes de contratar o estrangeiro. Já os estudantes entram pelo Stamp 2, que permite trabalhar até 20 horas semanais durante as aulas, e os recém-formados podem permanecer no país com o Stamp 1G, de um a dois anos conforme o nível do curso.
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Apuração de Leonardo Marchetti. Colaborou a estagiária Letícia Guimarães.

