O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo que estava “insatisfeito” com a participação dos EUA em exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, um importante aliado, e que anunciou uma “redução significativa’ das atividades destinadas a dissuadir a rival Coreia do Norte, que começam na segunda-feira.
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“Com base no meu excelente relacionamento com Kim Jong Un, da Coreia do Norte, não estou feliz com o fato de que os Estados Unidos tenham concordado, há muito tempo, em participar de Exercícios Militares Conjuntos com a Coreia do Sul”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
“Esses exercícios não são apenas caros, com grande parte dos custos sendo paga pelos Estados Unidos da América (como de costume!), mas também enviam um sinal totalmente inadequado e hostil a um país que, desde que Donald J. Trump é presidente, não tem representado uma ameaça e tem demonstrado respeito”, continuou.
Trump acrescentou que era tarde demais para cancelar os exercícios e, por isso, ordenou ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, que os “reduzisse substancialmente”.
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O exercício “Ulchi Freedom Shield”, que começa na segunda-feira e terá duração de 11 dias, é uma atividade militar realizada regularmente durante o verão pelas Forças Armadas da Coreia do Sul e seus aliados americanos. O objetivo é prepará-las para a defesa contra a Coreia do Norte, que possui armas nucleares.
Pyongyang sempre demonstrou irritação com os exercícios, denunciando-os como ensaios para uma invasão.
Durante seu primeiro mandato como presidente, Trump manteve conversas diretas históricas com Kim, que acabaram fracassando em seu objetivo de lidar com o programa de armas nucleares da Coreia do Norte. A última vez que ele se encontrou pessoalmente com Kim foi em 2019.
Na última segunda-feira, o coronel Ryan Donald, porta-voz do Comando das Forças Combinadas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, disse que o exercício simularia combates contra tropas norte-coreanas experientes, fortalecidas pela participação na guerra entre Rússia e Ucrânia.
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Segundo ele, o exercício — que contará com 18 mil soldados sul-coreanos e militares americanos, de um contingente dos EUA de 28.500 soldados no país — terá um foco maior em guerra com drones, interferência no GPS e no papel de ataques cibernéticos.
O presidente sul-coreano Lee Jae Myung, de perfil mais conciliador, reverteu a postura de seu antecessor, de linha mais dura, desde que assumiu o poder em junho de 2025, oferecendo diálogo a Pyongyang sem pré-condições.
No entanto, a liderança da Coreia do Norte ainda não respondeu às suas repetidas propostas.
As duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra, porque o conflito de 1950 a 1953, iniciado por um ataque norte-coreano, terminou com um armistício, e não com um tratado de paz.

