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Quarto país mais seguro da América do Sul, a Argentina tem um dos processos migratórios mais acessíveis para os brasileiros, um sistema de saúde público eficiente e um custo de vida relativamente baixo. Em contrapartida, o país vive uma inflação historicamente instável, com contratos imobiliários dolarizados e um salário mínimo de R$ 1.300.
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Graças ao Acordo de Residência do Mercosul, não é necessário ter oferta de emprego, vínculo estudantil ou comprovação de renda mínima, basta ser brasileiro e apresentar a documentação básica. Além do acordo, para quem busca formação acadêmica, o país oferece as Becas de Integración Regional, voltadas a latino-americanos que desejam realizar mestrados ou pesquisas, com estímulo mensal de R$ 900.
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A respeito da qualidade de vida, o país registra o terceiro maior IDH da América Latina, de 0,849, sendo classificada como muito alta.
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O salário mínimo na Argentina é de 346.800 pesos argentinos (cerca de R$ 1.300). Já a renda média anual fica na faixa de US$ 18.000 a US$ 19.200, de acordo com dados ajustados da Paridade de Poder de Compra (PPC). Isso significa que, durante 12 meses, o poder de consumo gerado pelo salário médio dentro do país equivale ao que 18 a 19 mil dólares comprariam nos Estados Unidos. Por mês, os argentinos ganham em média US$ 1.500.
Custo de vida é relativamente baixo, mas depende da região
A média de aluguel na Argentina varia entre a capital, Buenos Aires, e as cidades do interior. Os valores refletem a alta inflação e a dolarização de muitos contratos no setor imobiliário. Na capital, por exemplo, o aluguel de um imóvel simples para uma pessoa varia entre 415.000 a 525.000 pesos argentinos (cerca de R$ 1.500 e R$ 1.900).
Pedestres caminham pela Plaza de Mayo, em Buenos Aires
Sarah Pabst/Bloomberg
A inflação anual acumulada até abril do ano passado, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística y Censo (Indec, o “IBGE argentino), fechou em 47,3%, e a dos alimentos e bebidas, em 43,7%. Já a cesta básica, no mesmo período, subiu 34,6% e chegou a 690.000 pesos argentinos (aproximadamente R$ 2.498), com 30 itens. A cesta argentina equivale ao consumo, em um mês, de uma família de quatro pessoas.
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O custo médio de alimentação para uma pessoa varia dependendo do seu padrão de consumo, mas situa-se em torno de 280.000 e 416.000 pesos argentinos (entre R$ 1.000 e R$ 1.500) por mês para um estilo de vida que inclua supermercado e algumas refeições fora.
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Já o custo do transporte público é estruturado prioritariamente pelo uso da tarjeta SUBE, o cartão eletrônico unificado para ônibus, trens e metrô, sendo que o registro do cartão é o fator determinante para o valor da tarifa. O bilhete mínimo custa 330 pesos (cerca de R$ 1,50).
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Apuração de Leonardo Marchetti. Colaborou Júlia Vidotti, aluna do Curso Jornalismo do Futuro, e a estagiária Letícia Guimarães.

