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Filha de Renata Ceribelli, Marcela Ceribelli lança clube do livro e fala da conexão com a mãe: ‘Somos yin e yang’

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março 22, 2025
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Marcela está de volta ao Rio após oito anos em São Paulo: 'A cidade me remete à liberdade' — Foto: Igor Reis

O que você vai fazer pela sua felicidade hoje?” A pergunta permeia a vida, os projetos e as entrevistas da escritora e criadora de conteúdo Marcela Ceribelli, e a impulsionou, este ano, a morar perto do mar. Depois de oito anos em São Paulo, onde nasceu, ela está de volta ao Rio. Os ventos sopram para uma reconexão com o descanso e um estilo de vida mais. “Foi onde vivi dos 10 aos 27 anos, e a cidade me remete a essa liberdade da rua, da praia. Estava com desejo disso”, diz. Marcela transformou em carreira a habilidade de falar, sem rodeios, sobre temas que impactam a vida das mulheres, como a síndrome da impostora, os ciclos dos relacionamentos abusivos, a autossabotagem e a dependência emocional.“Honro as minhas relações e as parcerias de trabalho. Esforço-me todos os dias para ser uma presença que traz algo de bom para as pessoas. Precisamos retomar um senso maior de comunidade”, diz a escritora, de 34 anos, finalista do Prêmio Jabuti de 2023 com o livro “Aurora: o despertar da mulher exausta” (HarperCollins).

Referência em debates de gênero com o videocast “Bom dia, Obvious”, Marcela criou a a plataforma de conteúdo em 2015 e coleciona números superlativos: são 1,6 milhão de seguidores no Instagram @obvious.cc , 600 mil nos streamings de áudio e milhões de visualizações no YouTube. Tamanha visibilidade também a tornou amiga de marcas como Prada e Olympikus. Agora, a criadora de conteúdo se lança em novas empreitadas. A primeira é o clube do livro Atlas do Feminino, em parceria com a TAG Livrro, cuja pré-venda vai até 15 de maio. São 12 títulos escritos por mulheres, como “Canção para ninar menino grande” (Pallas Editora), de Conceição Evaristo, e “Girlhood” (Bloomsbury), de Melissa Febos.

Marcela está de volta ao Rio após oito anos em São Paulo: ‘A cidade me remete à liberdade’ — Foto: Igor Reis

A segunda, sobre a qual ainda faz mistério, é um novo livro. “Não posso dar detalhes, mas me propus a investigar nossos desejos mais genuínos”, adianta. “A ideia é ter atividades dinâmicas que estimulem a imaginação. Temos que ler mais mulheres!” Para um dos jurados do Prêmio Jabuti, o publicitário George Benson Acohamo, a escrita de Marcela é direta e sensível, e suas histórias ecoam as vivências femininas. “Seu processo criativo foca na autenticidade e na honestidade emocional, trazendo narrativas tão pessoais quanto universais.”

Embora tenha o dom natural da comunicação, Marcela não cursou jornalismo como a mãe, Renata Ceribelli. E não foi por falta de incentivos. Jean Wyllys, seu professor no curso de Planejamento de Comunicação na ESPM, era um dos que torcia. “Ele era insistente, dizia que eu deveria ser jornalista, mas não quis. Iria ser para sempre a filha da minha mãe. E nós somos comunicadoras muito diferentes”, afirma. Quais seriam, então — além do sorriso largo —, as semelhanças? “É como yin e yang, pessoas complementares. Ela me dá coragem, eu dou a calma. Uma puxa a outra, além de sermos leais ao que acreditamos e às pessoas que amamos”, diz Marcela.

Da infância da filha, Renata relembra a dedicação aos estudos, a curiosidade e a veia empreendedora aflorada ainda na juventude. “Ela teve mais influência na minha carreira do que eu na dela. Quando fui correspondente em Nova York (de 2014 a 2015), Marcela já trabalhava com comunicação. Na época, eu não era ligada em podcasts. Ouvi dela: ‘Mãe, você deveria ter um’”, comenta a jornalista do “Fantástico”, da TV Globo. A partir disso, entre 2021 e 2023, comandou o “Prazer, Renata”, no qual discutia o bem-estar e o prazer femininos. “Dá um orgulho danado quando as pessoas me param na rua para falar que adoram a Marcela. Ela é muito espirituosa”, conta. Do entrosamento entre a dupla, nasceu também uma relação em que ambas conversam sobre absolutamente tudo: de trabalho ao amor e o sexo. “Estar em uma casa em que esses assuntos não são tabus faz com que você lide com menos vergonha. E a vergonha é uma grande inimiga do prazer. Minha mãe me ensinou a sempre honrar o meu prazer, e que dor não combinava com sexo”, afirma Marcela.

Outro motivo que a faz mais feliz hoje, com o retorno ao Rio, é estar geograficamente próxima do namorado, o produtor de cinema Felipe Brito de Araújo. No começo da relação, há quase dois anos, Marcela precisou driblar o medo de baixar a guarda. “Não queria parecer vulnerável ou me mostrar apaixonada demais. Mas sou como qualquer outra mulher. A maturidade e muita terapia me ajudaram nesse aspecto”, explica. E a ansiedade, a grande vilã do mundo moderno e personagem fixa da vida da criadora de conteúdo, desde a adolescência, transformou-se em energia de ação. “Procuro saber o que está dentro e fora do meu controle. Peço ajuda.” Entre seus próximos grandes planos está a maternidade, biológica ou por adoção. “Congelei meus óvulos, mas vou ser mãe de qualquer forma. Não será uma frustração se não puder gerar”, finaliza.

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