A empresária Leticia Cazarré, esposa do ator Juliano Cazarré, usou seu perfil no Instagram para falar sobre o acompanhamento da atual internação da filha Maria Guilhermina, de 4 anos. A menina está no Centro de Terapia Intensiva no hospital desde o último domingo (30). Leticia usou os stories para falar sobre esse momento. Em uma das mensagens, conta que ainda não há previsão de alta hospitalar.
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Na noite de sexta-feira (4), ela abriu a caixinha de perguntas, onde seguidores podem enviar mensagens e, normalmente, aproveitam para fazer perguntas. Maria Guilhermina, a Guigui, nasceu com uma cardiopatia congênita rara e convive com sequelas da anomalia de Ebstein. Com uma saúde já fragilizada, uma gastroenterite levou a pequena de volta ao hospital há uma semana.
Em uma das interações com os seguidores, Leticia postou a pergunta recebida: “Como está Guigui? Quando recebe alta?”. Na publicação, acompanhada de uma foto do quarto de hospital, Letícia respondeu: “A verdade é que quando ela interna, nunca sabemos quando vai sair”. Leticia constantemente faz publicações sobre sua fé e dedicação à religião. No mesmo story ela complementa: “Por isso temos que rezar. E por isso – embora muita gente não entenda (porque nunca viveu nada parecido) – temos que seguir tocando a vida e os nossos deveres”.
A menina já passou por outras internações, inclusive por longos períodos. Perguntada se o episódio mais recente foi mais forte do que das vezes anteriores, Leticia escreveu “Não, já tivemos outras muito piores!”.
Maria Guilhermina, filha de Leticia e Juliano Cazarré, internada em 4 de setembro de 2026
Reprodução / Instagram / @leticiacazarre
Na quinta-feira, Leticia atualizou o estado de saúde da filha para os seguidores, afirmando que a menina estava reagindo aos antibióticos, e que os exames haviam melhorado.
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A menina já passou por múltiplas cirurgias e procedimentos médicos desde o seu nascimento em junho de 2022. Além de Maria Guilhermina, o casal tem cinco outros filhos: Vicente, 16 anos; Inácio, de 14; Gaspar, de 7; Maria Madalena, de 5; e Estêvão, 2.
O que é a anomalia de Ebstein?
A anomalia de Ebstein é uma cardiopatia rara da válvula tricúspide, a responsável por separar o átrio direito do ventrículo direito do coração. Essa estrutura é considerada a “porta de entrada” do coração, pois permite que o sangue venoso (que já oxigenou o organismo) retorne ao coração. O sangue entra pelo átrio direito, passa pela válvula tricúspide, vai para o ventrículo direito, onde é bombeado para o coração para ser oxigenado novamente.
Na anomalia de Ebstein, a válvula tricúspide fica abaixo do normal, já “dentro” do ventrículo direito. Isso faz com que uma porção do ventrículo se torne parte do átrio, fazendo com que o átrio direito aumente de tamanho e não funcione adequadamente. Além disso, as estruturas da válvula tricúspide têm formato anormal, o que pode levar ao refluxo de sangue para o átrio.
Muitas pessoas com anomalia de Ebstein têm um orifício entre as duas câmaras superiores do coração chamado defeito do septo atrial ou uma abertura chamada forame oval patente (FOP). Um FOP é um buraco entre as câmaras cardíacas superiores que todos os bebês têm antes do nascimento que geralmente se fecha após o nascimento. Ele pode permanecer aberto em algumas pessoas sem causar problemas. Esses orifícios podem diminuir a quantidade de oxigênio disponível no sangue, causando uma descoloração azulada dos lábios e da pele (cianose).
A anomalia de Ebstein também pode levar ao aumento do coração e insuficiência cardíaca. Além disso, pessoas com essa anomalia não tratada podem sofrer com arritmia cardíaca.

