A direção do Vasco avalia entrar na Justiça comum para pedir a impugnação da licitação do Maracanã, hoje sob gestão do consórcio administrado por Flamengo e Fluminense. O Vasco entende que não foi feita uma concorrência que levou em conta a possibilidade de o clube entrar na administração.
O movimento ganhou força depois das recusas constantes para uso do estádio pelo consórcio, especialmente pelo peso do Flamengo no contrato com o Fluminense. Nos últimos dias houve nova negativa para o Vasco usar o palco no jogo da Sul-Americana contra o Santa Fé, dia 15 de setembro. O Vasco já foi comunicado e marcou a partida para São Januário. O mesmo vale para a partida contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil, no dia 8 de novembro, que também foi negada, mas informalmente.
Na bronca, o Vasco alega que não há negociações possíveis para atuar no estádio pois o consórcio e o Governo do Rio estão tomados por pessoas ligadas ao Flamengo, o que inviabiliza o Maracanã por questões políticas, não técnicas. Recentemente, houve a entrada de Luis Felipe de Barros no lugar de Severiano Braga como diretor de operações. Barros teria sido indicação de Flávio Willeman, vice-presidente do Flamengo, procurador-geral do Estado e atual secretário da Casa Civil do Governo do Rio.
O novo diretor integrou o grupo técnico que elaborou estudos, documentos e o Termo de Referência da licitação do complexo esportivo desde 2023. Naquele ano ele era presidente do Conselho de Fiscalização, Gestão e Operação do Maracanã pelo Governo do Rio. Willeman também teria indicado Antonio Panza como diretor-jurídico do consórcio, depois de o advogado atuar na mesma função no Flamengo, na época em que Willeman era vice-jurídico. Procurado, Flávio Willeman não retornou
– As negativas que tivemos até o momento foram por questões técnicas. Vocês acabaram de ver as condições do gramado, e realmente não era possível incluir nenhum jogo na programação. Falar sobre um possível jogo do Vasco aqui é futurologia, porque ainda nem recebemos um pedido do clube. Quando recebermos, será avaliado, como foram avaliados os outros pedidos – disse o CEO do consórcio, Fred Nantes, nesta sexta-feira.
Contrato não validado
O consórcio, entretanto, se sustenta na não formalização do acordo em que Vasco, Flamengo e Fluminense elaboraram um memorando de entendimento, em abril de 2025. No documento, o clube de São Januário passaria a ter direito a mandar partidas no Maracanã. A questão é que o consórcio não assinou o contrato, apenas os clubes. E em tese ele não foi validado.
O Vasco teria de quatro a oito jogos, mais os clássicos, por ano, em 2025 e 2026. A viabilidade dependeria da tabela da CBF e das competições internacionais. O acordo era para clássicos do Brasileiro. No total o Vasco estimava mandar 19 jogos no estádio pelo acordo.
Após recusas seguidas para uso do Maracanã, Vasco estuda ir à Justiça tentar impugnar licitação
A direção do Vasco avalia entrar na Justiça comum para pedir a impugnação da licitação do Maracanã, hoje sob gestão do consórcio administrado por Flamengo e Fluminense. O Vasco entende que não foi feita uma concorrência que levou em conta a possibilidade de o clube entrar na administração. O movimento ganhou força depois das recusas […]