A rodada de semifinais do basquete da 44ª edição do Intercolegial O GLOBO/Sesc combinou partidas decididas ponto a ponto com vitórias largas no último sábado (12), no Sesc Nova Iguaçu. Ao longo de oito jogos previstos, equipes de diferentes categorias disputaram as vagas nas finais, que serão realizadas no próximo sábado (19), no Sesc São João de Meriti. Em quadra, a diferença entre os placares mostrou os diferentes caminhos encontrados pelos times para chegar à decisão: enquanto alguns confrontos foram definidos nos minutos finais, outros tiveram domínio amplo de uma das equipes. Uma das semifinais, porém, nem chegou a ser disputada, após uma equipe desistir momentos antes da partida. O Intercolegial é realizado pelo GLOBO, com patrocínio do Sesc-RJ e apoio da Afya.
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No sub-18 feminino, o ADN Master, do Méier, abriu a programação, às 9h, com uma vitória por 32 a 6 sobre o Colégio Gama. A equipe construiu vantagem ao longo da partida e garantiu a classificação sem deixar o adversário se aproximar no placar.
Pouco depois, no sub-15 feminino, o ADN Master voltou à quadra e teve novamente uma atuação dominante. A equipe marcou 63 pontos e sofreu apenas três do Colégio Marista. O resultado colocou o colégio em mais uma decisão da modalidade.
Entre os meninos do sub-15, o equilíbrio apareceu em um dos jogos mais apertados da rodada. O Colégio Gama venceu o Solar Meninos da Luz por apenas dois pontos: 19 a 17. A diferença mínima manteve a disputa aberta até os momentos finais e garantiu ao Gama uma vaga na final.
Na sequência, o sub-18 masculino teve dois confrontos com resultados diferentes. O Censa venceu o Colégio Gama por 37 a 25, depois de abrir vantagem ao longo da partida. Mais tarde, o Solar Meninos da Luz superou o João Paulo I por 39 a 22 e também avançou à decisão.
No sub-15 masculino, o Geo Félix Miele Venerando conseguiu o placar mais elástico da rodada. A equipe marcou 69 pontos contra apenas um do Colégio Mercúrio. O resultado confirmou a classificação com ampla vantagem e encerrou uma das semifinais com maior diferença no placar.
O último confronto do sub-18 feminino teve uma situação diferente. O Instituto Loide Martha avançou sem jogar, após o Colégio Zerohum desistir da partida momentos antes do início. Mesmo presente na quadra, a equipe comunicou a decisão e não disputou o confronto.
Fechando a programação, o Geo Dr. Sócrates venceu o Geo Nelson Prudêncio por 19 a 6 no sub-15 feminino. A equipe controlou o jogo e garantiu a última vaga em uma das decisões da categoria.
Entre as equipes classificadas está o ADN Master, que chegou às finais do sub-15 e do sub-18 feminino. Para o professor e treinador das equipes de basquete do colégio, Guilherme Vos, o desempenho é resultado de um trabalho que vai além dos resultados de uma competição.
No sub-15, ele destaca o jogo coletivo e a formação de atletas mais novas. Segundo o treinador, Ana Luisa, que começou a treinar no ano passado, vem se destacando nas partidas, mas o principal diferencial da equipe é a capacidade de jogar em conjunto. O elenco tem apenas três atletas de 15 anos, enquanto as demais têm entre 12 e 14 anos.
— A força da nossa equipe no sub-15 é muito em função do jogo em conjunto. Obviamente tem uma atleta que pode sobressair mais do que a outra, mas elas têm noção da importância do que é jogar coletivamente — afirma.
No sub-18, a renovação também foi necessária. Parte das jogadoras que foram campeãs no ano passado passou a atuar por clubes federados e deixou de ser elegível para a competição. O novo grupo foi formado com atletas mais jovens, entre elas Yasmine, Brenda e Giovana, que vêm se destacando durante o campeonato. Para ele, o Intercolegial também funciona como uma porta de entrada para atletas que ainda não estão inseridas no circuito federado. A competição permite que estudantes sejam observadas por professores e treinadores de clubes e, eventualmente, tenham novas oportunidades no esporte.
— Quase todo o time do ano passado que foi campeão se federou, então não pode mais jogar. Conseguimos montar um grupo para jogar e chegamos à final. A gente forma um grupo que treina, que frequenta os treinos. Se a menina não for treinar, se não se dedicar, o grupo não cresce. No esporte coletivo, uma depende da outra — diz o treinador.
Semifinais do basquete do Intercolegial têm placares elásticos e equilíbrio
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