A proposta do “profissionalismo” no Flamengo será votada na noite desta terça-feira, em sessão do Conselho Deliberativo. A ideia partiu do presidente Luiz Eduardo Baptista e pode alterar a dinâmica do comando do clube, em um movimento que divide opiniões entre as diferentes correntes políticas.
Há quem acredite que a medida centralizará ainda mais o poder nas mãos de Bap, e por isso precisa ser rejeitada. Há quem veja a proposta como natural e necessária para estruturar diversos setores — e até faria o mesmo se tivesse no lugar do mandatário. Mas, afinal, o que a Proposta de Reforma Estatutária mudará no rubro-negro? O GLOBO explica.
De fato, se a medida for aprovada, o presidente do clube se tornará uma figura ainda mais central. Será estabelecido um Conselho Gestor, composto pelo mandatário e o vice-presidente do Flamengo, um Procurador-Geral, e entre nove e 12 membros de livre nomeação de Bap, para um mandato de três anos.
Este grupo será responsável pela “função estratégica, coordenadora e supervisora”, segundo o texto da proposta. Na prática, o COGE concentrará as principais decisões, com a mudança no estatuto prevendo a diminuição de burocracias em outras instâncias do clube e maior agilidade na execução de planos.
O diretor-geral, cargo hoje ocupado por Paulo Dutra, será contratado, bonificado e demitido pelo presidente, mas isso passará por deliberação do Conselho Gestor, que também delibera sobre a contratação e demissão dos diretores de departamento indicados pelo diretor-geral. O presidente, porém, mantém poder de veto sobre essas decisões.
Bap, presidente do Flamengo, e José Boto no Ninho do Urubu
Marcelo Cortes / Flamengo
Da mesma forma, o presidente mantém o poder sobre o diretor de futebol, cargo hoje ocupado pelo português José Boto. Mesmo assim, quaisquer decisões deverão ser deliberadas pelo COGE.
O Conselho Gestor será responsável por grande parte da fiscalização interna e terá acesso às informações internas a tópicos: orçamento e demonstrações financeiras, contratos. estrutura organizacional e desempenho dos executivos.
Embora tenha incluído no texto final sugestões de conselheiros, a emenda é clara ao citar em vários de seus itens a necessidade de veto ou aprovação do presidente do Flamengo, sobretudo nos temas relacionados ao departamento de futebol. As vice-presidências específicas seriam descontinuadas.
O quanto a proposta do profissionalismo pretende mudar as decisões de poder no Flamengo? Entenda
A proposta do “profissionalismo” no Flamengo será votada na noite desta terça-feira, em sessão do Conselho Deliberativo. A ideia partiu do presidente Luiz Eduardo Baptista e pode alterar a dinâmica do comando do clube, em um movimento que divide opiniões entre as diferentes correntes políticas. Há quem acredite que a medida centralizará ainda mais o […]