Na primeira sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que pretendia avaliar uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por supostas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, a ministra Cármen Lúcia votou com Edson Fachin para separar os casos de Moraes e André Mendonça e protagonizou falas firmes no plenário do tribunal.
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“Eu estou nesta sessão, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza”, disse Cármen Lúcia ao iniciar seu voto. A ministra afirmou ainda que a situação que atravessa o STF gerou um “mal-estar cívico” na população:
— Este Supremo Tribunal Federal, guarda da Constituição, por determinação nela expressa, provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias — avaliou a ministra que atua no cargo desde 2006, por indicação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em seguida, a ministra esclareceu que cabe ao presidente do Supremo representar a Corte institucionalmente, e que estaria falando apenas em próprio nome.
‘O país espera de nós uma tranquilidade que nós não conseguimos dar’
A mineira pediu ainda desculpas ao presidente do Supremo, Edson Fachin, aos demais ministros e ao povo brasileiro porque queria “ter sido melhor” no auxílio para “acalmar as coisas”, mas que não havia conseguido.
— Acho que houve uma espetacularização desses casos, dessa sessão mesmo, que não faz mal apenas ao Supremo e ao Poder Judiciário, faz mal ao país. O país espera de nós uma tranquilidade que eu acho que nós não conseguimos dar — concluiu a ministra.
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'Profunda consternação' e 'mal-estar cívico': veja as principais falas de Carmen Lúcia em julgamento de Moraes no STF
Na primeira sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que pretendia avaliar uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por supostas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, a ministra Cármen Lúcia votou com Edson Fachin para separar os casos de Moraes e André Mendonça e protagonizou falas firmes no plenário do tribunal. ‘Vossa excelência viu […]