As “águas de março” que fecham o verão seguem dando o tom da primeira semana do outono no Brasil, com calorão e pancadas de chuva em diversas regiões. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu quatro alertas de “perigo” e “perigo potencial” de precipitações e ventos intensos que abrangem 17 estados e o Distrito Federal.
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Um aviso na escala laranja, de “perigo”, indica chuva entre 50 e 100 mm/dia e ventos intensos de até 100 km/h em partes da região Norte, uma característica deste período do anona região. Os estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso e Roraima estão incluídos no alerta.
— As chuvas em forma de pancadas permanecem, vinculadas ainda ao calor e a umidade. Isso vale de forma expressiva par as capitais Belém, Manaus, Macapá e também para a faixa que envolve [os estados do] Maranhão, Piauí e Ceará, no Nordeste — prevê a metereologista Andrea Ramos.
Três avisos na escala amarela, de “perigo potencial”, indicam chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia e ventos intensos de 40 a 60 km/h, que, além do Norte, reverberam por todas as outras quatro regiões do país.
A entrada de umidade vinda do Oceano e a convergência de umidade da Amazônia continua a provocar pancadas de chuva, de forma isolada, no Centro-Sul e no Sudeste. Os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais figuram nas zonas em alerta. Na madrugada desta quinta-feira, a previsão é de que as precipitações aumentem no Rio Grande do Sul, diz Andrea.
A recomendação do Inmet é de que a população evite enfrentar o mau tempo, observe a alteração nas encostas e, se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.
O Instituto também deixa uma série de instruções para os moradores de áreas que possam ser mais afetadas pelas chuvas. Veja:
- Em caso de rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, devido a leve risco de queda e descargas elétricas, e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
- Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada;
- Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

