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temporal causou destruição, mas não houve mortes

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abril 7, 2025
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Destruição. Cícero teve a casa invadida pela água no Parque Mambucaba, em Angra — Foto: Gabriel de Paiva

O domingo foi de tempo fechado e chuva na maior parte do estado. Nada, porém, comparado aos volumes registrados na véspera. Duas das cidades mais atingidas pela enxurrada de anteontem — Angra dos Reis, na Costa Verde, e Petrópolis, na Região Serrana — seguem em estado de emergência. Em Petrópolis, algumas localidades registraram volumes superiores a 300mm em apenas 24 horas. É muita água em pouco tempo. A marca é 50% a maior que a média prevista para todo o mês de abril, que era de aproximadamente 200mm. O bairro São Sebastião foi um dos mais atingidos, com registro de 301mm, segundo dados do Cemaden Nacional. Ontem, havia 57 pessoas em abrigos na cidade. Em Angra, 331 moradores permaneciam desalojados na manhã de ontem, acolhidos em quatro abrigos montados pelo município.

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— O principal motivo (de decretar estado de emergência) é conseguir recursos, principalmente do governo federal, para restabelecimento da cidade, que foi muito afetada, em especial nas regiões do Alto da Serra e Independência. É algo que excede a capacidade de resposta do município, comprometendo sua infraestrutura de atendimento à emergência e de recuperação — disse Hingo Hammes, prefeito de Petrópolis.

No início da noite de ontem, o secretário Wolnei Wolff, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), chegou ao Rio com uma equipe de seis técnicos da pasta. O objetivo é apoiar, neste primeiro momento, as prefeituras de Angra e Petrópolis na elaboração dos planos de ajuda humanitária e reconstrução:

— A nossa presença é no sentido de dar celeridade ao processo e construir, juntamente com os servidores dos municípios, os planos de ação para que a liberação dos recursos aconteça o mais rapidamente possível.

De acordo com o secretário, ainda não é possível prever qual o tamanho da ajuda federal:

— Amanhã (hoje) nós vamos ter mais claro o tamanho. Quantas pessoas estão realmente em abrigos públicos, qual a demanda de ajuda humanitária com cestas básicas, água, kit de limpeza, alimentação… Isso, além das necessidades de recuperação da infraestrutura pública danificada.

A vinda de Wolnei Wolff para o Rio foi precedida de uma troca de de farpas entre o governador Cláudio Castro (PL) e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. No sábado, Castro havia criticado o governo federal durante entrevista coletiva na qual afirmou que “eles geralmente não se interessam muito no que o povo passa ou não” e reclamou da falta de contato: “não teve nenhuma ligação para o governo do estado, nada. As preocupações deles são outras, não são geralmente da vida das pessoas”.

Ontem, Gleisi usou as redes sociais para rebater o governador: “Lamento que o governador Cláudio Castro queira fazer exploração política de um desastre que afeta a vida de centenas de pessoas. Ao contrário do que ele disse, o governo federal não se omitiu diante das fortes chuvas no Rio neste fim de semana”.

Destruição. Cícero teve a casa invadida pela água no Parque Mambucaba, em Angra — Foto: Gabriel de Paiva

Rusgas políticas à parte, o dia de ontem foi de mobilização e recomeço para os moradores atingidos. No Parque Mambucaba, em Angra, perto da divisa com Paraty, Cícero Bezerra de Mello contabilizava os prejuízos. Ele teve a casa invadida e parcialmente destruída pelas águas. O bairro foi um dos mais atingidos. Em outro ponto da cidade, no Ariró, moradores usaram galhos de árvores para interromper o trânsito na rodovia Rio-Santos em protesto contra a falta de energia elétrica na localidade.

Em nota, a Enel informou que, no início da noite de ontem, havia 2.845 clientes sem luz em Angra, o equivalente a 2,81% do total atendido pela empresa na cidade, e que “mais do que dobrou o número de equipes em campo”, mas que o trabalho é dificultado devido a “bolsões de alagamento e à queda de árvores de grande porte” na cidade.

Apesar da relativa trégua dada pela chuva, o Cemadem RJ manteve, na noite de ontem, o alerta de risco alto de deslizamento em Duque de Caxias, Angra dos Reis, Petrópolis e Teresópolis. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê um início de semana sem chuvas significativas em Petrópolis e Angra. Na capital, a projeção é de chuva fraca e isolada pela manhã. A Marinha prorrogou até as 9h de hoje o aviso de ressaca na orla carioca com ondas que podem chegar a até 3 metros de altura.

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