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Mas segundo o que ele tem dito aos aliados mais próximos, sua alternativa ideal não foi bem recebida por Lula: o indulto presidencial aos presos do 8 de janeiro que não se envolveram diretamente em crimes graves durante a invasão e a depredação da sede dos três poderes, em Brasília.
“Motta acha que seria muito melhor se o próprio presidente indultasse os presos”, diz um interlocutor do presidente da Câmara ouvido reservadamente pela equipe da coluna. É uma solução que o próprio presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, já externou a interlocutores como uma saída para a questão.
De acordo com integrantes do primeiro escalão da administração petista, não há chances, hoje, de o petista capitanear uma iniciativa nesse sentido.
Eles lembram que, em dezembro do ano passado, o chefe do Executivo excluiu mais uma vez do indulto natalino o perdão a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, repetindo a exclusão dos enquadrados em crimes contra o Estado Democrático de Direito em seu primeiro ano de mandato.
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Previsto na Constituição, o indulto é uma prerrogativa do chefe do Executivo, que pode levar à extinção total de uma pena, desde que se enquadre em condições e requisitos previstos no decreto.
Diante da rejeição de Lula, Motta partiu para tentar outra solução. “Essa é uma conversa que vai ser negociada também com o Supremo”, diz outro aliado de Motta ouvido pelo blog.
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“O indulto poderia estabelecer critérios, perdoar quem já cumpriu um dado percentual da pena, filtrar os crimes, condicionar o benefício àqueles que não tenham feito ameaças às autoridades públicas. Mas é uma construção difícil.”
Nos últimos dias, o Supremo soltou 12 acusados de participar do ataque às sedes dos três poderes e reviu algumas medidas cautelares, mas por enquanto não há sinais de que a solução sugerida por Motta tenha ganhado espaço na Corte.
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Em novembro do ano passado, Bolsonaro disse em entrevista à Revista Oeste que para pacificar o Brasil, “alguém tem que ceder”.
“Vamos pacificar e zerar o jogo daqui para frente. Se tivesse uma palavra do Lula, do Alexandre de Moraes no tocante à anistia, tava tudo resolvido. Não querem pacificar? Pacifica.”

