Segundo o levantamento, o goiano aparece com 33% das intenções de voto, ante 43% do petista, em uma das simulações de segundo turno. Tarcísio encostou em Lula (40% contra 41% do atual presidente), assim como Ratinho Júnior (marca 38% contra 40%) e Michelle Bolsonaro (39% contra 43%).
— Tem coisa melhor de ver o gráfico do Lula afundando e a gente subindo? — disse Caiado, durante o Global Agribusiness Festival, realizado no Allianz Parque, na Zona Oeste de São Paulo. Ele participou de um painel de “governadores do agro” e foi celebrado pelo público de elite quando disse, ao lado de Tarcísio, que a direita elegeria um candidato a presidente em 2026.
— Temos um pré-candidato que tem um grande conhecimento por parte da população, que é Jair Bolsonaro. Fora ele, todos nós temos um grau de conhecimento. É lógico que, no primeiro turno, caso Bolsonaro não seja candidato, nós podemos sair e cada um que vá para a sua área. Quem der conta de chegar ao segundo turno vai dar conta de ser eleito — disse. — É melhor do que lançar um candidato só que não tenha capilaridade em todas as regiões, contra uma máquina de governo prepotente e irresponsável.
Tarcísio foi mais cauteloso e evitou críticas diretas ao governo Lula. O governador de São Paulo tem evitado se posicionar na disputa enquanto Bolsonaro insiste em dizer que irá às urnas mesmo declarado inelegível até 2030 pela Justiça Eleitoral. Em rápida conversa com jornalistas na saída do palco, limitou-se a dizer que a eleição ainda está distante.
— Não tem que pensar nisso. A eleição é no ano que vem. Tem que pensar em dar resultado — afirmou Tarcísio.
Anunciado como o “maior ponto de encontro de cultura agro do mundo”, o evento Global Agribusiness Festival (GAFFFF) reúne ao menos oito governadores e outros caciques políticos nos palcos montados no gramado do estádio Allianz Parque, em São Paulo, nesta quinta e na sexta-feira (6).
De olho na aproximação com o setor antes das eleições de 2026, governadores cotados à disputa da presidência como Tarcísio, Ratinho, Caiado e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, repetem a estratégia de marcarem presença em grandes eventos do agro, um dos eleitorados mais cativos de Bolsonaro, inelegível até 2030. Eles frequentam também a Festa do Peão de Barretos, a Agrishow e a Expozebu, por exemplo, com ou sem a companhia do ex-presidente.
Quem quiser acompanhar os encontros com autoridades, empresários e o espaço de expositores precisa desembolsar pelo menos R$ 1 mil pelo ingresso, que dá direito ainda a aulas de churrasco e shows de artistas sertanejos. O passaporte para os dois dias sai por R$ 1,8 mil, com valor reduzido para acesso somente às apresentações musicais.
O evento é realizado pela XP Investimentos e pela empresa de produtos químicos norte-americana Corteva, com organização da consultoria agrícola Datagro.
