Especialistas, voluntários, alunos e professores de escolas públicas realizaram um mutirão de limpeza na Marina da Glória, Zona Sul do Rio, nesta quinta-feira, Dia Mundial do Meio Ambiente. Munidos de luvas, chapéus e sacos, os voluntários coletaram embalagens plásticas, canudos, bitucas de cigarro e outros resíduos acumulados pelas marés. O material será agora pesado e encaminhado para descarte correto.
— Sempre me identifiquei com a questão da proteção ambiental. Todo mundo pode fazer sua parte. Por trabalhar tão perto do mar, criei uma conexão muito forte com ele, sinto que é minha responsabilidade cuidar — disse Jean Montes, aprendiz de segurança do trabalho da Marina da Glória, que participou do mutirão.
A ação marcou a 13ª Semana do Meio Ambiente da BR Marinas, empresa que administra o espaço, e incluiu mutirão de limpeza, rodas de conversa, oficinas, palestras e exposições abertas ao público. Ao longo do dia, mais de 300 pessoas participaram das atividades, que abordaram temas como biodiversidade marinha, gestão ambiental, transição energética e economia circular.
— Mais do que uma data simbólica, o Dia do Meio Ambiente é uma oportunidade concreta de engajamento. Cada iniciativa foi pensada para estimular a consciência coletiva e mostrar como a sociedade pode participar ativamente da proteção dos ecossistemas costeiros — declarou João Fellipe Neves, gestor ambiental da BR Marinas.
As palestras, realizadas ao longo do dia, trataram de temas como o monitoramento de tubarões e raias no Rio de Janeiro, biodiversidade marinha, oceanografia, gestão ambiental e emergências. À tarde, o público acompanhou rodas de conversa sobre economia circular, cine debate com o documentário “Um dia na Baía de Guanabara” e uma atividade educativa com o projeto Velejando para o Futuro.
Na área de exposições, visitantes puderam conhecer o trabalho de instituições como Instituto Aqualung, Projeto Aruanã, Light Recicla, Ilhas do Rio, Fundação Parques e Jardins, Mar Urbano, INEA, Secretaria de Meio Ambiente e Clima (SMAC) e programas da UERJ como Universidade do Mar, Maralto, Laboratório de Genética Marinha e Liga da Biologia Marinha. O Projeto Aruanã, que atua na conservação das tartarugas marinhas da Baía de Guanabara, apresentou materiais informativos, espécimes encontrados mortos, ovos, cascos e amostras de resíduos ingeridos pelos animais. Também foram disponibilizados materiais didáticos voltados à educação infantil, com atividades interativas para as crianças.
— A gente usa as tartarugas para mostrar problemas que afetam o oceano como um todo. Já há mais consciência ambiental nos dias de hoje, mas ainda é preciso mostrar como cada pessoa pode contribuir. Eventos como esse ajudam a fazer essa ponte com o público — afirmou Suzana Guimarães, coordenadora geral do Projeto Aruanã.
Todos os eventos adotaram práticas “lixo zero”, com coleta seletiva e compostagem de resíduos orgânicos.

