Um varal e 67 panos se misturam às coreografias de dança contemporânea executadas por Amanda Pontes, Carolina Azambuja, Lorena Pimentel e Maria Paula Ramalho no espetáculo “Prosas ordinárias”, que chega ao Teatro Cacilda Becker nesta sexta-feira (6). Com direção de Tamara Rothstein, a montagem do Grupo Prosa, criado em 2024, traz estes objetos simples do cotidiano para o palco com objetivo de subverter os significados.
- Djavan: musical sobre artista tem novo talento como protagonista; saiba mais
- ‘Tom na Fazenda’: espetáculo premiado terá sessões gratuitas no Parque de Ideias; veja como conseguir ingressos
— Os panos têm texturas, são maleáveis, nunca são iguais. Eu comecei a pedir para pessoas, porque queria panos de chão usados. Foi mais que uma doação, é um compartilhamento da sua intimidade e da sua casa. Tudo surgiu dessa grande curiosidade — contou a diretora.
A pesquisa começou assim. Desdobrou-se em pequenas apresentações até culminar na criação do grupo e na montagem deste primeiro espetáculo. Mas a temática e os panos do início permanecem os mesmos. Tamara explica que o encantamento é pela versatilidade do objeto, que cumpre diferentes papéis ao longo do espetáculo.
— É essa coisa não obvia, que abre para o sexto sentido e para a imaginação, é o que a gente está propondo no trabalho— reflete Tamara.
Sem seguir uma narrativa linear, as cenas são diferentes entre si, o que se reflete também na mudança da conexão das dançarinas com os panos usados. Tamara reforça que os objetos não são acessórios, mas sim parceiros em cena e as constroem.
‘Prosas Ordinárias’. Teatro Cacilda Becker, Catete. Sex e sáb, às 19h30. Dom, às 18h30. R$ 40. Até 15 de junho. Estreia sexta-feira (6)

