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como é visitar a ‘vinícola de Donald Trump’, nos EUA

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junho 9, 2025
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Com mais de 97 hectares plantados, de um total de 530 da propriedade, a Vinícola Trump é uma das maiores da Costa Leste dos EUA — Foto: Chet Strange/The New York Times

A paisagem rural ao sul de Charlottesville, na Virgínia, tem um ar presidencial tranquilo. Visitantes do mundo inteiro viajam pelas colinas verdes até Monticello, a casa de Thomas Jefferson. Embora tenha sido nomeada Patrimônio Mundial da Unesco, sua presença é indicada apenas por uma placa modesta. De lá, o Bulevar Thomas Jefferson leva ao Bulevar James Monroe, onde uma placa mais discreta aponta para Highland, a casa de Monroe.

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A discrição termina alguns quilômetros adiante, onde começam as bandeiras americanas. Centenas delas se alinham nos degraus superiores de cercas de madeira voltadas para a Rota 627, balançando ao vento e se estendendo por mais de um quilômetro. Como uma grande banda de metais, elas anunciam a chegada à Vinícola Trump.

Visitei-a em meados de abril, enquanto explorava a região da Virgínia dedicada à vinicultura. Fiquei curioso em relação ao vinho, dada sua associação com o presidente Donald Trump, que afirmou nunca ter consumido bebidas alcoólicas.

Trump não é exatamente o proprietário dessa vinícola. Ela pertence à Eric Trump Wine Manufacturing, sociedade de responsabilidade limitada, presidida por Eric Trump, o filho do meio do presidente. Um aviso no site da vinícola afirma que a empresa “não pertence a Donald J. Trump, não é administrada por ele, nem afiliada a este ou a qualquer uma de suas empresas associadas”.

No entanto, a vinícola deixa clara sua associação com o patriarca Trump, seja pelos artigos com a sigla Maga (Make America Great Again, ou Vamos Tornar a América Grande Novamente) expostos na loja de presentes, seja pelas garrafas de espumante Presidential Reserve “edição inaugural”, vendidas em caixas de presente por US$ 245,47, referência nada velada ao 45º e 47º homem a ocupar o cargo.

Se essas garrafas parecem um pouco caras, outros produtos incluem roupões de banho, pijamas e camisetas da Vinícola Trump, além de velas perfumadas por US$ 35. “Elas cheiram a dinheiro”, sugeriu um visitante.

Com mais de 97 hectares plantados, de um total de 530 da propriedade, a Vinícola Trump é uma das maiores da Costa Leste dos EUA — Foto: Chet Strange/The New York Times

A Vinícola Trump ocupa quase 530 hectares da antiga propriedade onde John e Patricia Kluge, casal poderoso da década de 1980 que era muito popular nas páginas da alta sociedade da época, construíram a Casa Albemarle, mansão de 45 quartos em estilo georgiano. Quando eles se separaram, Patricia Kluge ficou com a propriedade e, em 1999, fundou o que então levava o nome de Vinícola e Vinhedo Kluge Estate. Mas, depois que ela passou por dificuldades financeiras e declarou falência, a família Trump comprou a propriedade em 2011.

A mansão é agora um hotel “projetado para oferecer uma experiência única”, segundo seu site. A sala de degustação da Vinícola Trump fica nas proximidades, no Grand Hall, situado em uma colina com vista para vinhedos imaculados e lagos artificiais. Atrai os fiéis do movimento Maga, que chegam de carro e ônibus com todos os tipos de adornos vermelhos, brancos e azuis. Na minha visita, camisetas com estrelas, bolsas e leggings decoradas com bandeiras e, é claro, bonés vermelhos do Maga pontilhavam a sala de degustação.

— Tem havido muito movimento. As pessoas vêm do mundo todo para visitar — informou um garçom.

Com mais de 97 hectares plantados (e outros por vir, segundo o garçom), a Vinícola Trump é uma das maiores da Costa Leste. Como muitas delas, também funciona como espaço para eventos, recebendo retiros corporativos, exercícios de integração de equipes e casamentos, incluindo um “pacote de fuga” para aqueles que querem algo mais íntimo. Mas a maioria dos visitantes vem para degustar vinhos.

As opções incluem degustação em um restaurante, com harmonização de vinhos e pratos. Um pedido de caviar “reserva” custa US$ 135, mas uma tábua de queijos e charcutaria sai por US$ 37, e o camarão bang bang, empanado em tempura e servido com “molho bang bang doce”, custa US$ 15. Curiosamente, o Trump Grill, na Trump Tower, em Nova York, serve camarão boom boom, com maionese picante e limão, por US$ 21.

Se você é membro do Trump Wine Club (a partir de US$ 79 por trimestre), tem acesso ao Wine Club Lounge, área privativa de degustação. Ou pode simplesmente se sentar do lado de fora e apreciar a linda vista das Montanhas Blue Ridge. As cadeiras Adirondack são surpreendentemente discretas. Na verdade, com exceção dos acessórios dourados do banheiro, a sala de degustação exibe pouco da ostentação habitual de Trump.

Escolhi a área de degustação interna, com mesas baixas de madeira e assentos de couro confortáveis. Ao balcão de madeira polida, pedi duas degustações de quatro vinhos cada: a Featured por US$ 25 e a Reserved por US$ 30. Esses são os preços praticados nas salas de degustação da Virgínia, muito mais baratos do que em Napa Valley, onde a conta média por pessoa é de cerca de US$ 75.

Um atendente da sala de degustação trouxe as taças ao meu assento, bem como uma taça de vinho Riedel com o nome da vinícola gravado, que os visitantes podem levar para casa. Dependendo da fábrica da Riedel que produz esses recipientes, eles vêm da Áustria ou da Alemanha, de modo que o preço daqueles que substituirão os que são oferecidos como brinde, agora sujeitos a tarifas de dez por cento, vai aumentar. Será o caso também dos barris de carvalho francês, que a Vinícola Trump usa para envelhecer vários de seus vinhos.

Pedi desculpas e solicitei um recipiente para cuspir o vinho, e me entregaram um copo pequeno feito, para minha satisfação, de plástico compostável.

O Sauvignon Blanc de 2016 faz parte de um dos pacotes de degustação da Vinícola Trump que pertence a um dos filhos do presidente dos EUA — Foto: Chet Strange/The New York Times
O Sauvignon Blanc de 2016 faz parte de um dos pacotes de degustação da Vinícola Trump que pertence a um dos filhos do presidente dos EUA — Foto: Chet Strange/The New York Times

Como estavam os vinhos? Inconsistentes.

Um espumante blanc de blancs 2018 (US$ 39,99), feito inteiramente de chardonnay, era seco, cremoso e bem equilibrado. Um espumante blanc de noirs 2017, feito de pinot noir (US$ 59,99), era muito mais doce que o blanc de blancs e muito menos agradável.

Um viognier 2023 (US$ 29,99) era enjoativo, enquanto um chardonnay Reserva 2022 (US$ 39,99) era uma versão totalmente crível de um chardonnay americano com sabor de carvalho e sem graça. Um rosé 2024 (US$ 22,99), feito principalmente de merlot, era bastante agradável, com caráter e estrutura, enquanto um Meritage 2022 (US$ 39,99), blend de Bordeaux feito de cabernet franc, merlot, malbec e petit verdot, era fácil de beber e despretensioso.

A pretensão chegou no próximo vinho que provei, o New World Reserve (US$ 79,99), mistura semelhante de Bordeaux envelhecida em carvalho muito mais novo e feita com frutas significativamente mais doces, mais aparência do que substância. Por fim, um Ellerslie Ice 2023, sauvignon blanc de colheita tardia (US$ 29,99 por meia garrafa) — no qual as uvas são congeladas e depois prensadas para imitar um vinho gelado tradicional —, era doce como xarope, com pouca acidez para equilibrar.

Os vinhos não são muito diferentes dos oferecidos por dezenas de outras vinícolas americanas tradicionais. Mas isso não era percebido pela multidão alegre de visitantes, que pareciam muito mais interessados em beber a marca Trump do que em saborear o vinho Trump.

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