- Mapa do Crime: Rota dos ladrões de carros acompanha avanço das facções, que lucram com o mercado ilegal e usam os veículos em invasões
- Segurança do gás: prazo para autovistoria em imóveis da Zona Sul do Rio termina em 31 de julho
Conforme a denúncia, o crime foi motivado por razão considerada fútil, banal e insignificante. Vitor, segundo o MPRJ, acreditou de forma equivocada ter sido agredido com um tapa no capacete enquanto acelerava sua motocicleta em frente a um bar. Momentos depois, aguardou que a vítima estivesse de costas, já dentro do estabelecimento onde trabalhava, para atacá-la com vários golpes de canivete, um deles atingindo fatalmente o pescoço. Após o crime, ele foi imobilizado por funcionários do local até a chegada da Polícia Militar.
Vitor pertence a uma família tradicional da Região dos Lagos. Ele é filho de um empresário, dono de pousada em Búzios, e sobrinho do proprietário de uma conhecida joalheria em Cabo Frio.
O MP requereu o julgamento por júri popular e a condenação de Vitor Gonçalves Mattos Viana ao pagamento de indenização por danos causados, em valor não inferior a 100 salários-mínimos (R$ 1.518. Na última terça-feira, o Ministério Público já havia obtido a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, para garantia da ordem pública.
Naquele dia, Carlos Ribeiro foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Rodolpho Perissé, mas não resistiu aos ferimentos. Ele trabalhava havia quatro anos no Boteco do Pinel e morava em Búzios com parentes, após ter ficado desempregado no Rio. Segundo familiares, viajava quinzenalmente para visitar a esposa e os dois filhos, e destinava todo o dinheiro ao sustento da família e à educação dos filhos — o mais novo completará 15 anos nesta sexta-feira.
— Meu tio estava de costas e não teve nem como se defender. Ele agiu por trás. Quando meu tio sentiu a primeira facada com canivete, virou para trás. Foi nesse momento que ele levou outro golpe, no pescoço. Meu tio ainda tentou segurar o ferimento com a mão, mas já havia muito sangue — contou Monique Ribeiro, sobrinha da vítima, logo depois do crime.
Vitor foi contido por outros seguranças do local até a chegada da PM. Ele se feriu no braço durante o ataque e precisou de atendimento médico antes de ser conduzido à delegacia. Foi preso em flagrante por homicídio qualificado.
— Ele ia trabalhar de bicicleta para economizar. Aí vem um cara desses e ceifa a vida dele. Dilacerou nossa família. Queremos justiça neste momento de muita dor — desabafou a sobrinha.