Max Verstappen insistiu na quinta-feira que a saída surpreendente de Christian Horner do comando da Red Bull não terá impacto em seus planos futuros. O tetracampeão mundial, que tem sido cotado para se transferir para a Mercedes no próximo ano, sugeriu que espera permanecer na Red Bull até o término de seu contrato atual em 2028.
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Falando com repórteres no paddock antes do Grande Prêmio da Bélgica deste fim de semana, uma de suas corridas “em casa”, já que nasceu na Bélgica e sua mãe é belga, o holandês de 27 anos disse que estava preocupado apenas em melhorar a velocidade e o desempenho de seu carro.
O resto, disse ele, não lhe interessava muito, acrescentando que as tensões passadas entre Horner e seu pai, Jos Verstappen, não influenciaram suas decisões sobre seu futuro.
Questionado se a saída de Horner após 20 anos como chefe da equipe tornava mais provável sua permanência na Red Bull no próximo ano, Verstappen respondeu: “Não, não torna. Na verdade, não”.
Ele disse que a discórdia amplamente divulgada entre seu pai e Horner nunca foi um problema.
— As pessoas podem ter diferenças de opinião e espero que isso aconteça, porque se todos concordarem, há um problema. É preciso haver diferenças de opinião. Agora, vamos trabalhar em uma direção diferente e estou animado com isso, e não acho que isso tenha qualquer importância para a decisão sobre o meu futuro — afirmou.
A única coisa que importa, segundo Verstappen, é trabalhar no carro e o tornar “o mais rápido possível”, para que a RBR tente “ser mais competitiva” com os novos regulamentos no próximo ano.
Verstappen havia recebido com satisfação a nomeação do francês Laurent Mekies, promovido da equipe júnior Racing Bulls, como sucessor de Horner e claramente sentia que isso poderia inaugurar um foco técnico e de engenharia mais forte na equipe.
— Já tive algumas reuniões com Laurent também, sabe? As últimas duas semanas foram bastante intensas — disse ele — Estou igualmente animado com o futuro da equipe, porque é isso que precisamos fazer.
Verstappen deu uma resposta indireta quando questionado se tinha alguma decisão a tomar sobre seu futuro.
— Também existe a possibilidade de não acordar amanhã e, portanto, não poder pilotar. A vida é imprevisível e, no geral, estou feliz com a minha posição… O objetivo era que, quando assinei meu contrato, eu pilotaria aqui até o fim da minha carreira — disse.
Verstappen espera acabar com as especulações e dar um impulso à equipe e ao novo chefe, Mekies, com uma performance convincente neste fim de semana em seu circuito favorito.
O holandês se encontra na incomum terceira posição na classificação de pilotos, atrás do líder Oscar Piastri e de Lando Norris, ambos da McLaren.