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GLOBO celebra personalidades e cidadãos que transformam o Brasil desde 2003

BRCOM by BRCOM
julho 26, 2025
in News
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Ao lado do presidente Lula, Zilda Arns ergue o Prêmio Faz Diferença em 2004 — Foto: Arquivo O Globo

Em 12 de dezembro de 2003 foi publicada a primeira reportagem sobre a criação do Prêmio Faz Diferença, que desde então é realizado anualmente pelo GLOBO. Sua proposta era definida logo no início do texto: “O que faz diferença num país são pessoas e instituições que o integram. Todos os anos, são elas que escrevem a História, que determinam mudanças, que se destacam pela atuação em suas áreas. Pensando nisso, O GLOBO está lançando o Prêmio Faz Diferença, uma iniciativa que busca homenagear todos os que lutam para mudar o Brasil”.

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Desde aquela edição inaugural, os jornalistas de cada uma das editorias do GLOBO escolhem, em votação interna, três candidatos que brilharam nas suas respectivas áreas, e os vencedores de cada categoria são eleitos por um júri formado por editores e colunistas do jornal, personalidades de diferentes setores da sociedade e leitores. A primeira pessoa a ganhar o troféu mais cobiçado, o de Personalidade do Ano, foi a médica e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns.

Um dos membros do júri encarregado da escolha foi o colunista Ancelmo Gois, que vem atuando, ao lado da jornalista Míriam Leitão, como apresentador em todos os eventos de premiação. A vitória de Zilda foi uma das que mais o emocionaram nesses anos todos. Fundada em 1983, a Pastoral presta assistência a famílias em áreas pobres do país, ensinando regras de higiene, a importância da amamentação e como fazer o soro caseiro.

— Zilda foi uma das principais responsáveis pela redução da mortalidade infantil no Brasil nas últimas décadas. A Pastoral atua notadamente no Nordeste, e eu venho de Frei Paulo, no interior de Sergipe, então, sei a importância desse trabalho. Zilda morreu (em 2010) num terremoto no Haiti, um dos países para onde a Pastoral estava se expandindo. Uma das minhas irmãs, Ana Ruth Gois, atuava na coordenação da Pastoral no interior do Norte e do Nordeste, e foi enviada para criar a entidade no Timor Leste e em países africanos — conta ele.

Ao lado do presidente Lula, Zilda Arns ergue o Prêmio Faz Diferença em 2004 — Foto: Arquivo O Globo

Entre as curiosidades do Faz Diferença, Gois cita duas gerações de uma família que foram homenageadas em anos diferentes:

— Veja que caso inusitado… em 2018, quem ganhou na categoria Personalidade do Ano foi a atriz Fernanda Montenegro. E, neste ano, o mesmo prêmio foi entregue à filha dela, Fernanda Torres (junto com o cineasta Walter Salles).

Em 2025, Fernanda Torres e Walter Salles ganharam na categoria Personalidades do Ano — Foto: Guito Moreto
Em 2025, Fernanda Torres e Walter Salles ganharam na categoria Personalidades do Ano — Foto: Guito Moreto

Para Míriam Leitão, uma situação ainda mais inesperada foi quando ela própria ganhou um troféu, junto com Gois, numa categoria hors-concours de 2023.

— Foi uma surpresa para nós. Ficamos sem saber o que fazer… fomos surpreendidos no próprio prêmio que a gente comanda. Falei para o Ancelmo: como a gente não desconfiou de nada? Como não apuramos isso? Somos péssimos jornalistas! — comenta, aos risos.

As histórias de bastidores também são lembradas com carinho por ela.

— Houve uma ocasião em que eu tive dengue e fiquei muito enfraquecida. Mas eu quis apresentar o prêmio mesmo assim. Por segurança, ensaiamos três pessoas: a Flávia Oliveira, eu e o Ancelmo. Na cerimônia, se eu passasse mal, a Flávia assumiria imediatamente o meu lugar. Eu me senti tão tranquila de saber que a Flávia estava a postos para me substituir que consegui fazer o trabalho até o fim, sem sobressaltos — recorda-se a jornalista.

Bibliófilo José Mindlin figura entre os ganhadores do Prêmio Faz Diferença — Foto: Arquivo O Globo
Bibliófilo José Mindlin figura entre os ganhadores do Prêmio Faz Diferença — Foto: Arquivo O Globo

Na premiação de 2004, em que os vencedores do ano anterior receberam seus troféus, também houve um bastidor curioso: o presidente Lula havia vencido na categoria País. Caberia a ele fazer o último discurso da noite, porém a categoria final era a de Personalidade do Ano, cuja ganhadora era Zilda Arns. Como evitar uma saia justa?

— Na hora que Lula recebeu seu prêmio, eu não podia deixá-lo falar. A solução que bolamos foi pedir para ele mesmo entregar o último prêmio a Zilda Arns e discursar depois dela, encerrando a noite — revela Míriam.

Eleito Personalidade do Ano de 2006, aos 92 anos, o bibliófilo José Mindlin suscitou uma atitude emocionante da apresentadora, no evento de entrega dos prêmios, em 2007.

— Eu desci do palco e subi a escadaria abraçada a ele. Sabia que ele estava enfraquecido e com problemas de visão, porque eu ia à casa dele, e ele me pedia para ler algumas páginas de livros de poesia. Quando ele foi andando em direção ao palco, tive receio de que se acidentasse — lembra Míriam, que, em outra ocasião, escorou Bibi Ferreira a tempo de impedir uma queda, depois que a atriz e cantora tropeçou num objeto no palco.

Histórias de solidariedade ou de heroísmo protagonizadas por anônimos são as que mais empolgam Ancelmo Gois. Na segunda edição do prêmio, ele e Míriam anunciaram a paranaense Ione Pereira Machado como Personalidade do Ano de 2004. Dona de casa, Ione virou exemplo de ética por ter devolvido o benefício do Bolsa Família depois que o marido conseguiu emprego. Este ano, em que a cerimônia de premiação teve a presença da Nobel da Paz Maria Ressa, a vitória mais festejada por Gois foi a de Marcos Vinícius Vasconcelos, na categoria Rio. O auxiliar de logística salvou uma família durante uma enchente, enquanto sua própria casa era destruída pela tempestade:

— São exemplos inspiradores de personagens simples e anônimos que me emocionam, porque exibem o lado mais nobre do ser humano. Os jornalistas são, por natureza, céticos e desconfiados. Portanto, quando resolvem homenagear alguém, é porque esta pessoa passou por um crivo rigoroso. Aí está a força do prêmio.

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