As chuvas de meteoros Alpha Capricornídeos e Delta Aquáridas foram observadas nos céus brasileiros, em vários pontos do país, ao longo desta semana. Segundo o Observatório Nacional, só entre segunda-feira e quarta-feira, foram registrados 779 meteoros.
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De acordo com o Observatório Nacional, as chuvas Alpha Capricornídeos e Delta Aquáridas atingiram o pico entre a noite de quarta-feira (30) e a madrugada desta quinta-feira (31). Só entre segunda (28) e quarta-feira (30) de acordo com o Bate-Papo Astrônomico foram registradas 779 meteoros cruzando os céus.
Essas chuvas que acontecem desde o início de julho devem continuar por, pelo menos, mais 20 dias. O fenômeno ocorreu em alguns estados brasileiros como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
No ápice da chuva, entre a noite de quarta e a madrugada de quinta os observatórios do Bate-Papo Astronômico e do Clube de Astronomia do Instituto Federal Farroupilha identificaram 228 e 70 meteoros, respectivamente. Já em dados do Observatório Nacional, somente nesta última noite, uma estação em Sorocaba (SP) identificou 254 meteoros.
A chuva Alpha Capricornídeos atingiu o seu ápice na noite de quarta-feira (30). Essa chuva é conhecida por meteoros brilhantes e com taxa de cinco meteoros por hora. A velocidade dos meteoros é de 23km/s.
Segundo Marcelo de Cicco, coordenador do projeto de monitoramento de meteoros Exoss, ligado ao Observatório Nacional, a Alpha Capricornídeos se notabiliza pelo número de meteoros com aspectos de bolas de fogo brilhantes produzidas durante seu período de atividade. E ele ainda comenta que a chuva é vista em ambos os lados do equador.
Já a Delta Aquáridas atingiu o seu ápice na madrugada desta quinta-feira (31). O evento é caracterizado por uma taxa de 15 a 25 meteoros no dia do pico. A chuva que se localiza na Constelação de Aquário tem uma velocidade maior dos meteoros do que na Alpha Capricornídeos. Ao todo, a velocidade é de 43 km/s.
Para observar o fenômeno, é aconselhável que se procure lugares escuros, longe da poluição luminosa das cidades. Além disso, o melhor horário para a visualização dos meteoros é de meia-noite até o amanhecer.
— Quanto mais o céu for escuro, maior a quantidade de meteoros, por conta do contraste com o céu noturno, e a lua não vai atrapalhar. Por sorte, durante a madrugada é o momento que começa a ocorrer a maior intensidade de meteoros — afirma Marcelo Cicco, coordenador do Observatório Nacional.
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Os meteoros são corpos celestes pequenos que cruzam o espaço e penetram na atmosfera terrestre. Quando acontece o atrito com a atmosfera e o oxigênio, é provocado o incendiamento parcial ou total dos meteoros, provocando luminosidade, chamada de estrela cadente. A chuva de meteoros é formada a partir do momento em que os meteoros atravessam a atmosfera.
Marcelo Cicco comenta que nada de surpreendente aconteceu ainda quanto a chuva de meteoros, e que o fenômeno serve como um processo calibrador das chuvas.
— Em termos científicos, ela serve para calibrar os picos da chuva, o horário que começou a ficar mais intenso, o dia. Isso serve para a gente calibrar se o momento da passagem da Terra entre os detritos de cada chuva está batendo com as simulações e modelos que fazemos — afirma.