O transplante capilar é reconhecido como uma solução definitiva para quem enfrenta calvície ou falhas no couro cabeludo, barba e até nas sobrancelhas. O procedimento, que já foi adotado por diversos famosos em busca de restauração capilar natural e duradoura, tem ganhado cada vez mais espaço no universo da estética masculina e feminina.
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Recentemente, o ex-jogador e senador Romário compartilhou nas redes sociais o resultado do seu transplante, aproveitando para agradecer aos profissionais envolvidos no tratamento.
Essa técnica, que utiliza fios do próprio paciente para preencher áreas com baixa densidade, é considerada atualmente o método mais seguro e eficaz para recuperar a aparência dos cabelos de forma permanente.
— Ele consiste em retirar fios de cabelo de uma região do corpo onde os fios são mais resistentes à queda, geralmente a parte de trás ou lateral da cabeça, e transplantá-los para as áreas com pouca densidade capilar. Esses fios mantêm as características da região de origem, ou seja, continuam crescendo normalmente após o transplante, o que garante um resultado duradouro e natural — explica a dermatologista Isabela Dupin, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-RESP).
Confira os principais pontos sobre o procedimento:
1. Transplante não é o mesmo que implante capilar
Apesar de serem usados como sinônimos em alguns contextos, transplante e implante capilar podem ter significados diferentes.
— O termo implante capilar é frequentemente usado de forma comercial como sinônimo de transplante. No entanto, em alguns casos, pode se referir ao uso de fios artificiais, que apresenta maior risco de rejeição, infecção e resultados insatisfatórios. No transplante capilar, são usados fios do próprio paciente, retirados de uma área doadora saudável. Isso torna o método mais seguro, natural e com baixo risco de rejeição, sendo a técnica mais indicada atualmente — esclarece a dermatologista.
2. Indicações do procedimento vão além dos cabelos
O transplante é indicado principalmente para casos de alopecia androgenética, a forma mais comum de calvície masculina, regiões frontais com recessão capilar, cicatrizes no couro cabeludo que impedem o crescimento dos fios ou perdas definitivas por traumas e queimaduras.
— Pode-se também realizar transplante de sobrancelha e barba. Para o sucesso do transplante, é importante que o paciente ainda tenha uma área doadora saudável com boa quantidade de fios — ressalta a especialista.
3. Tratamento clínico antecede a cirurgia
Segundo o dermatologista Dr. Daniel Cassiano, diretor da SBD-RESP, o transplante é uma opção segura para pacientes que já estão em tratamento conservador para rarefação capilar, mas desejam restaurar a densidade dos fios.
— É fundamental que o paciente já esteja usando medicamentos orais e tópicos com indicação médica — afirma. Procedimentos complementares, como intradermoterapia, laser e terapias regenerativas, também podem ser recomendados.
4. Resultado demora e cuidados pós-operatórios são essenciais
A recuperação costuma ser tranquila, e os efeitos mais visíveis surgem entre seis e doze meses após a cirurgia, conforme detalha a Dra. Isabela.
— No pós-operatório, é importante adotar cuidados locais com o couro cabeludo nas primeiras semanas, realizar a lavagem de forma delicada e evitar exposição ao sol ou esforços físicos nos primeiros dias — orienta.
5. Manutenção com tratamento clínico após o procedimento
O transplante recupera as áreas calvas, mas não impede que os cabelos ao redor continuem sujeitos à rarefação progressiva. — Por isso, é fundamental manter o tratamento clínico e o acompanhamento médico após o transplante — pontua a Dra. Isabela.
Após o procedimento, o médico pode indicar medicamentos como finasterida ou minoxidil, além de suplementação nutricional se necessário.
— Apesar dos resultados permanentes dos fios transplantados, visto que o procedimento é feito com unidades foliculares que não sofrem interferência genética da calvície, o paciente deve seguir com o tratamento clínico para calvície, afinal, a condição é um processo evolutivo. Isso quer dizer que os fios estão geneticamente programados para afinar e cair. Pessoas que ainda têm uma quantidade considerável de cabelo durante o transplante capilar podem sofrer o afinamento desses fios, o que no futuro deixará um resultado ruim em que os fios transplantados permanecem e os outros caem — conclui o Dr. Daniel Cassiano.