Como Jair Bolsonaro (PL) poderia emular o que Lula fez em 2018 e registrar candidatura mesmo estando inelegível, o instituto testou um cenário com eles dois nas urnas. Na sondagem de segundo turno, Lula sai na vantagem contra o ex-presidente, de quem ganharia hoje por 47% a 43% — o que configura empate no limite da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos. Na pesquisa anterior, Bolsonaro marcava 45%, e o petista, 44%.
Com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o cenário também é de oscilação positiva para Lula no comparativo com o último levantamento, mas mais sutil, e o resultado hoje é de 45% a 41% para o presidente. Trata-se da menor vantagem para o ele entre as disputas testadas. Em junho, o resultado era ainda mais apertado, 43% a 42%.
O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), teve o nome citado num eventual segundo turno pela primeira vez e foi bem: bateu 40%, apenas cinco pontos a menos que Lula.
Contra Michelle Bolsonaro (PL), o petista teria uma vitória de 48% a 40%. Os oito pontos são o dobro do que era a diferença na última pesquisa.
Quem tem os piores desempenhos são os filhos do ex-presidente. Tanto Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado pelo PL-SP, quanto Flávio Bolsonaro, senador do PL-RJ, fariam apenas 37% contra Lula no segundo turno.