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o papel da IA na rotina de mulheres que fazem a Justiça acontecer

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agosto 21, 2025
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Juiz George Marmelstein tem liderado a formação de profissionais no uso ético da inteligência artificial — Foto: Divulgação

Enquanto nomes como Emma Watson, Zendaya e Scarlett Johansson têm suas imagens usadas de forma indevida por ferramentas de inteligência artificial, um movimento bem diferente ocorre no sistema judiciário brasileiro: mulheres do setor jurídico estão adotando a IA para qualificar e acelerar decisões dentro dos tribunais.

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Magistradas, procuradoras, defensoras públicas e servidoras vêm aprendendo a utilizar a tecnologia de maneira segura, ética e prática, visando tornar o trabalho jurídico mais ágil e eficiente. O foco está na automação de tarefas repetitivas e na liberação de tempo para casos mais complexos e estratégicos.

Essa transformação faz parte do programa Justiça 4.0, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltada à modernização do Judiciário por meio de inovação tecnológica. Uma das frentes mais relevantes desse movimento é conduzida pela Superaprendizagem, organização que já capacitou mais de 5 mil profissionais em todo o Brasil no uso de IA aplicada à escrita jurídica.

A formação é liderada pelo juiz federal Dr. George Marmelstein, referência nacional no tema. Com uma abordagem acessível e prática, o curso tem proporcionado ganhos como maior agilidade nos processos e redução de retrabalho nos tribunais, além de estimular o uso democrático da inteligência artificial na Justiça.

Mais do que números, o impacto é evidente na rotina das mulheres que passaram a incorporar essas ferramentas. O uso da IA tem contribuído para uma melhor organização do tempo, aumento da produtividade e maior equilíbrio na rotina de trabalho. A tecnologia surge como uma aliada na busca por um ambiente jurídico mais eficiente e humano.

Segundo o CNJ, mais de 9 mil profissionais foram treinados em inteligência artificial até 2024, e a expectativa é que esse número continue crescendo nos próximos anos, acompanhando a adaptação do setor às novas possibilidades tecnológicas.

No centro dessa mudança está uma nova mentalidade: menos burocracia, mais eficiência e foco na melhoria real do sistema de justiça. As mulheres estão na linha de frente desse avanço, mostrando que, quando bem aplicada, a tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa para transformar o futuro do Judiciário.

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