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Representantes de 21 países e da UE condenam plano de assentamentos de Israel na Cisjordânia que ameaça Estado palestino

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agosto 21, 2025
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Assenatmento E1, área que Israel visa ocupar para construir 3,4 mil unidades habitacionais — Foto: Editoria de Arte/O Globo

O texto chama o projeto para construir cerca de 3,4 mil casas em uma área conhecida como E1 — entre Jerusalém Oriental e a região central da Cisjordânia — de “inaceitável e uma violação do direito internacional”. Os países criticam de forma explícita o ministro das Finanças e uma das principais vozes contrárias a um Estado palestino em Israel, Bezalel Smotrich, que disse, na semana passada, que o plano “enterra a possibilidade de um Estado palestino, porque não há nada a erconhecer e ninguém para reconhecê-lo”.

“Isso não traz benefícios ao povo israelense. Em vez disso, corre o risco de minar a segurança e alimentar ainda mais violência e instabilidade, afastando-nos ainda mais da paz”, diz o comunicado, que exige a reversão imediata do plano e acrescenta que o governo israelense “ainda tem a oportunidade de impedir” sua concretização.

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O texto foi assinado por representantes de Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Eslovênia, Espanha, Suécia e Reino Unido, assim como pela chefe da diplomacia da UE.

O plano começou a ser desenhado no segundo mandato do premier Yitzhak Rabin, nos anos 1990, e desde 2005 estava engavetado por razões políticas. Contudo, a presença de um Gabinete no qual a extrema direita, favorável à anexação completa da Cisjordânia por Israel, tem voz soou como oportunidade para políticos como Smotrich, um defensor dos assentamentos judaicos em terras palestinas.

Assenatmento E1, área que Israel visa ocupar para construir 3,4 mil unidades habitacionais — Foto: Editoria de Arte/O Globo

De acordo com lideranças palestinas e organizações israelenses que se opõem ao plano, a construção de 3,4 mil casas na área E1 eliminará a única reserva de terra ainda existente entre os principais centros urbanos palestinos da Cisjordânia — Jerusalém Oriental, Belém e Ramallah. Além disso, o novo bairro criaria uma linha contínua de assentamentos do centro da Cisjordânia até Jerusalém, dividindo o território em duas partes. Na prática, isso poderia inviabilizar um futuro Estado palestino com base nas fronteiras pré-Guerra dos Seis Dias, em 1967, o que incluiria toda a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

Apesar das críticas, o plano foi aprovado na quarta-feira.

“A ação unilateral do governo israelense mina nosso desejo coletivo por segurança e prosperidade no Oriente Médio. O governo israelense deve interromper a construção de assentamentos, em conformidade com a Resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU, e remover suas restrições às finanças da Autoridade Palestina”, diz o comunicado, se referindo à resolução de 2016 que condena a expansão dos assentamentos.

O governo israelense não se pronunciou.

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Nas últimas semanas, além da pressão pelo fim da guerra em Gaza e por medidas que permitam o aumento do volume de ajuda disponível no enclave, Israel está sob críticas da comunidade internacional por causa da violência contra palestinos na Cisjordânia, protagonizada por suas tropas e por colonos. Há cerca de duas semanas, um ativista que participou da produção documentário vencedor do Oscar “Sem Chão”, Awdah al-Hathaleen, foi morto por um colono, um crime registrado em imagens mas que não levou ao indiciamento do assassino.

Também nesta quinta-feira, o governo britânico convocou a embaixadora israelense no país, Tzipi Hotoveli, para apresentar suas críticas às construções na área E1: em comunicado, a Chancelaria britânica disse que “se implementados, estes planos de colonização constituiriam uma violação flagrante do direito internacional e dividiriam um futuro Estado palestino em dois, comprometendo gravemente uma solução de dois Estados”.

Em julho, o premier britânico, Keir Starmer, anunciou que seu governo reconhecerá o Estado palestino no mês que vem, durante a Assembleia Geral da ONU, caso Israel não adote medidas concretas para encerrar a guerra em Gaza e para amenizar a catástrofe humanitária no território. Além do Reino Unido, países como França e Canadá também prometeram reconhecer a Palestina. Para Israel e seus aliados em Washington, a decisão é um “presente” ao grupo terrorista Hamas.

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