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Como o Botafogo saiu de campeão da América para eliminado pela LDU nas oitavas de final em meio a crise institucional

BRCOM by BRCOM
agosto 22, 2025
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Botafogo perdeu para a LDU e deu à Libertadores — Foto: Vitor Silva/Botafogo

O dia 30 de novembro de 2024 foi o mais feliz da vida do torcedor botafoguense. Num ano em que ainda seria campeão brasileiro, o Botafogo conquistava a Libertadores pela primeira vez em sua história, em vitória com tons de heroísmo, com um a menos, sobre o Atlético-MG. Oito meses depois, com derrota por 2 a 0 para a LDU-EQU (2 a 1 no agregado) nas oitavas de final, o alvinegro dá adeus ao sonho do bicampeonato em meio a um momento de crise institucional, instabilidade e de poucas certezas sobre o futuro.

Botafogo perdeu para a LDU e deu à Libertadores — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Grandes nomes das conquistas de 2024, o trio de ataque formado por Luiz Henrique, Thiago Almada e Igor Jesus já não está mais no clube. Luiz partiu para o Zenit-RUS; Igor, ao Nottingham Forest-ING (ainda jogou a Copa do Mundo de Clubes); e Almada, ao Lyon — parte da parceria da rede multi-clubes de John Textor que viraria tema central da crise vivida pelo clube hoje. Outro nome importante, Júnior Santos foi vendido ao próprio Galo. Comandante daquela conquista, Artur Jorge também deixaria o alvinegro, com proposta do futebol qatari.

Jogadores e comissão técnica do Botafogo posam com a taça da Libertadores — Foto: ALEJANDRO PAGNI / AFP
Jogadores e comissão técnica do Botafogo posam com a taça da Libertadores — Foto: ALEJANDRO PAGNI / AFP

No quarto ano de SAF alvinegra, a direção capitaneada por Textor foi ao mercado para repor as perdas, um procedimento padrão dos últimos anos no clube. Entre o início do ano e as vésperas da disputa da Copa do Mundo de Clubes, o Botafogo anunciou nomes como Montoro, Kaio Pantaleão, Mastriani, Arthur Cabral, Joaquín Correa e Jair (que acabou vendido ao Nottingham Forest). Danilo, Chris Ramos e Jordan Barrera foram contratações mais recentes.

Renato Paiva, ex-técnico do Bahia, outra SAF, foi o escolhido, em fevereiro, depois de uma longa busca de Textor por um novo treinador. A passagem foi marcado por altos e baixos e o técnico português embarcou para a Copa de Clubes, nos Estados Unidos, contestado. Por ironia do destino, foi o arquiteto de uma vitória histórica sobre o campeão europeu PSG (que seria vice-campeão do torneio) na fase de grupos. Um momento inesquecível para a torcida, mas que não o ajudou a ter vida longa. Acabou demitido um dia depois da eliminação para o Palmeiras, nas oitavas de final.

Renato Paiva foi demitido após derrota do Botafogo para o Palmeiras — Foto: JUAN MABROMATA / AFP
Renato Paiva foi demitido após derrota do Botafogo para o Palmeiras — Foto: JUAN MABROMATA / AFP

Depois de dois técnicos portugueses (nacionalidade de quatro dos cinco profissionais que havia contratado em sua gestão) consecutivos, Textor fez uma aposta ousada: trouxe Davide Ancelotti, filho e auxiliar do lendário Carlo Ancelotti, recém anunciado como técnico da seleção brasileira. O Botafogo é a primeira experiência de Davide, que desejava trilhar carreira solo após longa parceria com o pai. O jogo desta quinta-feira, em Quito, foi o primeiro da carreira do italiano envolvendo altitude, por exemplo. Com Davide, o Botafogo avançou às quartas da Copa do Brasil, é quinto colocado no Brasileirão e tem aproveitamento de 56,6%: 5 vitórias, 2 empates e 3 derrotas em 10 jogos. Com o elenco remontado, o treinador ainda busca uma identidade e vem sofrendo com lesões nas últimas semanas.

O maior problema atual do clube é fora de campo: o conflito institucional entre John Textor e a Eagle Football Holding, empresa que comanda os clubes de sua rede, incluindo o Botafogo, e que tentou afastá-lo do comando do alvinegro depois de tirá-lo de cena no Lyon por decisão de seus acionistas. No clube francês, as operações envolvendo o caixa conjunto da rede e o complexo fluxo de transferências de atletas geraram polêmica. Por pouco, a agremiação francesa não foi rebaixada ao ter suas contas reprovadas pela DNCG, órgão de auditoria do futebol local.

John Textor está em um imbróglio jurídico com a Eagle Football — Foto: Daniel RAMALHO / AFP e Reprodução Eagle Footbal
John Textor está em um imbróglio jurídico com a Eagle Football — Foto: Daniel RAMALHO / AFP e Reprodução Eagle Footbal

O empresário tenta, junto a parceiros como o grego Evangelos Marinakis, a recompra do alvinegro por uma nova empresa que formou, a Eagle Football Group. Ao longo das últimas semanas, as partes trocam acusações no campo jurídico, e Textor segue mantido como gestor do Botafogo por decisão da Justiça do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, tentam chegar a um denominador comum para, possivelmente, fazer negócio pelo clube.

O extracampo parece ainda não ter chegado ao campo, mas o momento no Botafogo é de incertezas. Até aqui, a eliminação nas oitavas de final da Libertadores parece um tropeço normal no caminho competitivo da equipe. Em meio às disputas judiciais, o alvinegro anseia por um fim de ano com menos instabilidade.

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