Quem é fã já está na maior ansiedade: inaugura, amanhã, a primeira loja da H&M no Brasil. A fast-fashion sueca, que abre as portas no Shopping Iguatemi e também o seu e-commerce, apostou muitas fichas ao desembarcar por aqui. Durante a semana, promoveu um festão com show de Gilberto Gil, Anitta e Tyla no Auditório do Ibirapuera para celebrar.
As celebridades, aliás, são os rostos da campanha de lançamento ao lado de nomes como Carol Trentini, Agnes Nunes, Samuel de Sabóia, Marina Dias e Rita Carrera. Com mil metros quadrados, a loja do Shopping Iguatemi abrigará a coleção feminina de primavera-verão, e trará sapatos, acessórios e lingerie. Ainda este ano, abre as portas também no Shopping Morumbi, no Shopping Anália Franco e em Campinas, interior do estado.
Quem também desembarcou por aqui foi Ann-Sophie Johansson, a head de design da marca. Em conversa com ELA, Ann relembrou como começou sua história profissional e o quanto a sustentabilidade é um dos pilares mais importantes para a H&M. “Pensávamos no Brasil há muitos anos, e sentimos que agora estávamos prontos. É um mercado muito importante pra gente, e vamos sentir como será a resposta do público”. Planos para o Rio? Quem sabe…
O que você já conhecia do Brasil?
Nós fizemos muita pesquisa. Entrar no Brasil é algo grandioso pra gente, então, dá pra dizer que eu já conhecia alguma coisa. Nossa equipe veio pra cá no ano passado, leu muito sobre arte, arquitetura e a cultura do país e ficou fascinada. A arte brasileira é fantástica.
E no que o nosso país mais te inspira?
Como eu disse, nas artes. Para mim, a arquitetura e as artes são especiais. Também acho linda toda essa vegetação, o verde. É um universo muito rico, com música, dança. E também não dá para esquecer do carnaval.
A H&M existe há 78 anos. Li que você, na adolescência, achava a marca a mais legal do mundo…
Sim! Eu podia encontrar qualquer coisa na H&M, ou tudo o que eu procurava. Era como se eles lessem a minha mente (risos) Queria fazer parte disso e ser capaz de fazer com que outras pessoas também sentissem o mesmo. Era só no que eu pensava quando queria ser designer. Quando se é jovem e não se tem muito dinheiro, você ainda quer ter uma “boa aparência” e se expressar por meio da moda. E a marca democratizava esse acesso.
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E como começou a sua história pessoal com a marca?
Eu não tinha uma formação adequada em design. Estudei história da arte e arqueologia antes de ser designer. Percebi que queria fazer algo mais criativo. Então, quis começar pela H&M. Entendi que seria mais inteligente começar a trabalhar em uma das lojas para conhecer a empresa, entrei como assistente de vendas (há mais de 30 anos) . Fui montando meu portfólio, fiz cursos de design e modelagem, e conversei com Margareta van den Bosch, que era a diretora de design na época. Fui sua assistente e, desde então, tem sido uma longa jornada, gratificante e divertida.
Você tem um cargo de liderança em uma grande companhia. Já precisou enfrentar situações de machismo?
Boa pergunta. Nunca me questionei sobre isso, o que é realmente estranho (risos). Mas na verdade, não. Porque muitas mulheres trabalham para a H&M, são mais mulheres do que homens. Se aconteceu, eu nunca percebi, ou talvez seja muito ingênua quando se trata deste assunto.
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O quanto o pilar da sustentabilidade é importante para empresa?
Trabalhamos com sustentabilidade há mais de 20 anos, e temos uma equipe grande focada nisso. Mas é um desafio. Então, o que fizemos agora é definir metas realmente altas quando se trata do assunto. A forma como usamos ou escolhemos tecidos e materiais devem vir de fontes mais sustentáveis possíveis, e ser de origem sustentável. Podem ser tecidos reciclados ou tecidos orgânicos. A meta é que, em 2030, por exemplo, todos os tecidos que usamos na H&M devem ser de origem mais sustentável. Hoje estamos em 84%. Outro valor é a da circularidade e também, da longevidade. Fabricamos produtos realmente muito bons, bem feitos e bem projetados. As pessoas podem usá-los durante anos. Outras pessoas podem usá-lo ou ir para a reciclagem, sendo transformado em outras fibras. Nossas embalagens também não são de plástico, e tentamos minimizar ao máximo o uso de água. Outra coisa é que temos uma plataforma chamada Selfie, um espaço físico em que trabalhamos com artigos de segunda mão.
Falando nisso, o que uma pessoa precisa fazer para ter um guarda-roupa mais sustentável?
Cuidando muito bem das roupas. Estando atenta ao que compra. Pensar duas vezes: eu preciso dessa peça? Como vou usá-la? Tenho algo semelhante em casa? Como essa peça pode ser lavada para que dure mais? É preciso estar atento à forma como se consome moda.
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