Ao confirmar a anulação do gol de Tiquinho Soares, aos 49 minutos do segundo tempo, o VAR ajudou a garantir o empate do Fluminense em 0 a 0 com o Santos, neste domingo, na Vila Belmiro, pela 22ª rodada do Brasileiro. Mas nem a tecnologia conseguiu disfarçar mais uma atuação ruim do tricolor no campeonato. Diferentemente do que vem mostrando nas competições eliminatórias (Sul-Americana e Copa do Brasil), o time, que já vinha de duas derrotas consecutivas (para Bahia e Bragantino), sequer demonstrou ambição de conquistar os três pontos diante de um adversário pressionado pela luta contra o rebaixamento.
Com o time perdendo a maioria dos duelos na segunda etapa, Renato Gaúcho fez substituições que não surtiram efeito e evidenciaram o objetivo naquele momento: segurar o resultado. Praticamente nulo ofensivamente após as alterações, o Fluminense contou mais com a sorte do que com estratégia. Já na reta final, ainda houve tempo para o zagueiro Igor Rabello estrear pelo clube, entrando no lugar do centroavante Germán Cano.
— O Martinelli estava amarelado e o Hércules já havia pedido para sair, mas ainda segurei mais um pouco. Chega um momento em que é preciso saber sofrer. O Santos foi aumentando a presença ofensiva, levantando muitas bolas na área. Era necessário colocar mais um jogador alto (Rabello) para reforçar a defesa e evitar esse tipo de lance — justificou Renato, que voltou a reclamar do desgaste físico em meio à maratona de jogos.
Se o desempenho do Fluminense foi para esquecer, o do Santos refletiu sua posição na parte de baixo da tabela. Na estreia do técnico Vojvoda, a equipe, mesmo sendo superior no confronto, acumulou erros de passe e falhas no terço final do campo. De volta após cumprir suspensão e se recuperar de um edema na coxa direita, Neymar afirmou que ficou fora da convocação de Carlo Ancelotti por “opção técnica”, mas voltou a ter uma atuação abaixo do esperado. O craque levou amarelo após reclamar com o árbitro de uma falta sofrida e discutiu com o ex-companheiro Ganso.
Com Canobbio suspenso pelo terceiro cartão amarelo e Nonato impedido de atuar por pertencer ao Santos, Santiago Moreno e Lucho Acosta receberam oportunidades entre os titulares. O colombiano, inclusive, só havia participado da reta final da derrota por 4 a 2 para o Bragantino, no Brasileiro.
Desde o início, a estratégia do Fluminense ficou clara: explorar as costas da defesa adversária com velocidade pelos lados do campo. Em uma dessas investidas, Serna venceu a marcação pela direita e cruzou com perigo para Moreno, que só não abriu o placar graças ao carrinho providencial de Zé Ivaldo.
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Apesar da baixa minutagem e do pouco entrosamento, Moreno não hesitou em arriscar jogadas e foi, ao lado de Kevin Serna, a principal válvula de escape no primeiro tempo. No entanto, assim como o restante da equipe, caiu bastante de rendimento após o intervalo, até ser substituído por Soteldo.
— Hoje era um jogo de seis pontos, mudança de treinador, pressão para o lado deles, mas com a torcida a favor. Fizemos um primeiro tempo equilibrado, no segundo o Santos controlou. Mas é isso, nem sempre vamos jogar bem, mas mesmo nesses jogos não podemos sair derrotados — ressaltou o capitão, Thiago Silva.
Com a pausa da data Fifa entre hoje (1º) e 9 de setembro, o Fluminense enfim terá uma semana livre após a disputa da Copa do Mundo de Clubes. O próximo compromisso será contra o Bahia, no dia 10, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil.
