Um homem acusado de matar duas pessoas após o resultado do segundo turno das eleições de 2022 foi assassinado na manhã desta quarta-feira, após uma consulta no Centro de Referência em Saúde Mental (Cersam) do Barreiro, em Belo Horizonte. Ruan Nilton da Luz, de 39 anos, chegou a ser socorrido pela equipe da unidade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
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De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, Ruan estava em acompanhamento psiquiátrico no Cersam como parte de uma medida cautelar da prisão. Ele foi atingido por disparos de arma de fogo nas imediações do hospital e buscou abrigo no local, mas foi perseguido e baleado dentro da unidade. A equipe de saúde prestou os primeiros socorros e acionou SAMU, que atestou a morte.
A Polícia Civil informou que investiga a autoria, a motivação e as circunstâncias do crime. A perícia técnica esteve no local para coletar vestígios que “irão subsidiar a investigação”, disse a corporação em nota. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette, onde será submetido a exames necroscópicos.
Ao GLOBO, a Guarda Civil Municipal afirmou que realiza patrulhamentos preventivos regulares nas unidades do Cersam. Até o momento, nenhum suspeito foi preso. O caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia Especializada de Investigação de Homicídios do Barreiro.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que o atendimento a casos urgentes segue mantido no Cersam Barreiro. Os demais pacientes estão sendo redirecionados para outras unidades.
Após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas urnas, Ruan Nilton da Luz saiu alcoolizado de casa e, segundo policiais, “atirou aleatoriamente”. Os primeiros disparos ocorreram na rua onde estava Luana, que morreu quatro dias após o crime, e Maria Gorete, de 47 anos, atingida com um tiro na perna.
Em seguida, ele foi até a Avenida Tereza Cristina, cerca de uma quadra de distância do primeiro crime. Na garagem da casa do advogado Pedro Henrique Dias Soares, a família estava reunida. No local, quatro pessoas foram atingidas, mas apenas Pedro faleceu. Ele cantava “é Lula, é Lula” na hora do crime. A mãe Alexsandra de Paula e as primas Luana e Aline foram baleadas no braço.
O suspeito tentou se esconder em uma mata próxima, mas foi encontrado com duas pistolas, uma faca, além de munições. Durante os disparos, ele vestia balaclava.
* estagiário sob supervisão de Alfredo Mergulhão