Make Hommus. Not War é eleito o melhor restaurante árabe da cidade pelo Prêmio SP Gastronomia 2025. Confira outros bons endereços na categoria.
Há quase vinte anos, o endereço, fora da rota gastronômica da cidade, mas nem por isso pouco movimentado, oferece ótimos pratos árabes a preço justo. O cardápio tem um toque francês e diverte com palavras curiosas, inventadas por Stephan Kawijian, o chef libanês fundador da casa. Da cozinha, o que mais se vê saindo é o famoso quibe montado. São camadas intercaladas de quibe cru, quibe assado, tabule sem trigo e coalhada (R$ 76,77, o pequeno). Quem chega é recebido com uma pequena porção de homus ou babaganoush, de cortesia (para agradecer, use “mercizão’’, uma das pérolas do dialeto criado por Stephan). As dicas de esfirra vão das tradicionais (R$ 15,93, a de queijo) às surpreendentes, como as de costela com coalhada (R$ 22,50) e de polvo (R$ 29,79), todas generosamente recheadas. Aliás, tudo ali é bem servido. Não deixe passar o aromático e saboroso mjadra (R$ 30,66, o pequeno), arroz com lentilhas vermelhas e finas fatias de cebola frita que dão bem-vindo toque adocicado ao prato. Jardim Taboão: Rua Dom João Batista da Costa 70 (3501-7552). Seg a sex, das 11h às 20h. Sáb, das 11h às 19h30.
O ano de 2025 está sendo importante para o restaurante, que mudou de casa após três décadas e celebra com boas-novas também no cardápio. Agora na Alameda Lorena, o espaço tem ambiente elegante e acolhedor, com jardim vertical e tapeçarias herdadas do salão original. Nas entradas, são recém-chegadas a linguiça libanesa feita na casa (R$ 78) e a berinjela grelhada com coalhada seca e romã (R$ 45). Na etapa seguinte, o peixe branco em crosta de pistache guarnecido de purê de favas verdes (R$ 130) figura ao lado de clássicos como o chich barak (R$ 71, o menor), receita reconfortante que lembra minicapeletes italianos, recheados de carne e cozidos na coalhada (foto). Para adoçar, outra novidade é a torta dubai (R$ 40), inspirada no “hypado” chocolate de mesmo nome. A sobremesa é feita com musse de chocolate meio amargo, creme de pistache e massa de knefe crocante. A carta de vinhos tem rótulos de diferentes partes do mundo, incluindo libaneses. Jardim Paulista: Alameda Lorena 1.821 (3061-2203). Seg a qui, das 12h às 23h. Sex e sáb, das 12h à meia-noite.
Fundada por um imigrante libanês em 1950, é uma das cozinhas árabes mais conhecidas da cidade. Hoje se espalha por doze endereços, só em São Paulo: o mais antigo, o da Rua Basílio da Gama, é o único onde é servido o rodízio árabe (R$ 134 por pessoa), com direito ao trio clássico: babaganoush, coalhada seca e homus, além de kibe cru e frito, esfirras de carne, queijo e verdura, charutos de folha de uva, a suculenta cafta, michui de frango e café. Os pratos chegam à mesa com agilidade e quentinhos. Prepare-se para filas de espera nos finais de semana. No menu à la carte, esfirras são pedida obrigatória, e, na ala mais robusta das sugestões, também vale experimentar o kibe assado (R$ 68,20), bom par para o arroz sírio com aletria (R$ 44,80). Centro: Rua Basílio da Gama 70 (3257-7580). Seg a qui, das 11h30 às 22h30. Sex. e sáb., das 11h30 às 23h. Dom, das 11h30 às 22h. Jardins: Rua Oscar Freire 523 (3085-6916). Seg. a dom, das 11h30 às 23h. Mais dez endereços.
Reduto de culinária armênia autêntica. Escondido em uma ladeira de Santana, na Zona Norte, tem ambiente simples: quem brilha ali é o forno a lenha, o mesmo desde a inauguração, em 1951, de onde saem pães e esfirras. Abertas ou fechadas, a de basterma (R$ 20,50), carne-seca típica da Armênia, é uma assinatura local. Entre os pratos principais, boas pedidas são madzunov kiofté (R$ 94,60), miniquibes assados no forno a lenha, cobertos por coalhada seca com especiarias e servidos com torradas de pão sírio; e diki kebab com mudjecteré (R$ 90), um espeto de filé-mignon em cubos intercalados com tomate, cebola e pimentões, acompanhado de arroz com lentilha e snobar (pinoli). A cafta aparece de diferentes formas: do espeto simples (R$ 16,50) ao beirute (R$ 90), passando pela versão com arroz armênio (R$ 90). Santana: Rua José Margarido, 216 (2976-2750). Qua a dom, das 12h às 21h.
Instalada em um sobrado da década de 1930, é uma lanchonete 100% kosher inspirada na comida de rua israelense. O cardápio traz sanduíches servidos no pão laffa (o pão folha) ou no pita, feitos ali diariamente. Shawarmas — frango ou carne assados no espeto vertical —e um sequinho e saboroso schnitzel, preparo de carne empanado e frito, aparecem em diferentes versões, dos sanduíches aos pratos. Uma boa pedida, o yiddishe schnitzel (R$ 62), com patê de ovo, cebola caramelizada e picles de pepino, pode ser servido na chalá (por + R$ 10), o pão típico judaico de formato trançado. No prato, a sugestão chega escoltada por homus, com batata frita (R$ 60) ou com tomates e pepinos em cubos, tahine, repolho e picles (R$ 74). Também vale a visita o arais (R$ 48), preparo de carne temperada e grelhada no pão pita bem tostado, como deve ser. Para outros paladares, ainda há opções com pastrami, salmão defumado, hambúrguer e até hot-dog. Uma pequena mercearia vende os pães, o faláfel congelado e outros quitutes típicos, para ninguém sentir saudades durante o shabbat (da sexta à noite ao dia todo de sábado), quando o restaurante fecha. Higienópolis: Rua Armando A. Penteado 56. Dom a qui, das 12h às 16h e das 18h às 22h. Sex, das 12h às 15h.
No ambiente simpático com tapetes pendurados no teto, o salgado que batiza o empreendimento é assado a lenha em duas versões: a lahmajun tem massa super fina e é servida aberta para você enrolar como um charuto. Pode ser de cordeiro (R$ 32) ou queijo (R$ 30). Já a pidé, a versão turca do petisco, em formato de barca, tem maior variedade de sabores. Algumas opções são queijo de cabra (R$ 39), basterma (carne bovina curada e condimentada, típica da Armênia, R$ 39) e a imperdível sugestão de berinjela defumada com raspas de limão-siciliano, especiarias, nozes e labneh, um queijo cremoso de iogurte (R$ 34). Não deixe de provar o mantã de carne, prato armênio que consiste em pequenas e delicadíssimas barquinhas de massa recheadas de carne e servidas com coalhada seca (R$ 78). A graça é ir soltando uma a uma e mergulhando na coalhada. Um drinque para acompanhar pode ser o sumac sour (R$ 40), com gim, sumac — especiaria de sabor cítrico —, porto rubi e limão-siciliano. Vila Madalena: Rua Girassol 625 (2359-1729). Seg a qui, das 12h às 15h30 e das 19h às 22h30. Sex e sáb, das 12h às 23h. Dom, das 12h às 22h.
Em meio ao burburinho da Rua Ferreira de Araújo, em Pinheiros, atrai público descolado com mesas ao livre e cadeiras de praia na calçada, além do salão. Para começar, porção de faláfel (R$ 28, 5 unidades) ou hatzil (R$ 39), berinjela inteira assada na brasa com coalhada seca, melaço de romã e sementes da fruta. Para beber, há refrescantes sodas, também de romã, ou de tangerina (R$ 23), que podem ser batizadas com uma dose de gim (R$ 35 e R$ 36). O forte ali são os sanduíches típicos das ruas do Oriente Médio. O yalah falafel (R$ 39) é montado no pão pita com faláfel, homus, salada, relish de repolho-roxo, picles, berinjela empanada e tahine. Entre as opções de espetos para os kebabs, uma boa pedida traz cafta de cordeiro levemente apimentado (R$ 58). Pinheiros: Rua Ferreira de Araújo 385 (3816-4197). Seg a qui, das 12h às 15h30 e das 19h às 22h30. Sex e sáb, das 12h às 23h. Dom, das 12h às 22h.

