A Justiça de Portugal condenou a 21 anos de prisão um dos acusados pelo assassinato do brasileiro Alisson Rodrigues, de 35 anos. Uma cúmplice foi sentenciada a oito anos e um dos envolvidos foi absolvido.
Ex-paraquedista natural de Fortaleza, mas criado no Rio, Alisson foi morto dentro de casa na pacata cidade de Grândola. Mayla Pertel, sua esposa, foi poupada porque avisou que estava grávida.
— Tenho o sentimento de dever cumprido, estou aliviada e com a alma lavada. É como se um ciclo se encerrasse. Mesmo que não concorde completamente com um deles inocentado, compreendo. Estou muito satisfeita com a atuação das autoridades competentes — disse Mayla ao Portugal Giro.
Os assassinos entraram armados na residência do casal em junho de 2023 procurando outra pessoa e atiraram três vezes em Alisson, que tentava proteger Mayla, atingida por golpes de barra de ferro.
Mayla e Alisson completariam dez anos união em dezembro de 2023. Ela manteve o plano do casal de viver em Portugal em homenagem a ele. Maria Alice nasceu em novembro de 2023 e ambas seguem no país:
— Por enquanto, a minha ideia é ficar (em Portugal). Tenho coisas a resolver ainda.
O julgamento começou na primeira semana de outubro em Setúbal e sentença foi decidida na última quinta-feira. Segundo a advogada de Mayla, Alessandra Fantoni, a pena máxima em Portugal é de 25 anos.
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Havia a possibilidade de dois dos acusados serem absolvidos, mas apenas um, que teria indicado o local do crime de maneira errada, se livrou da prisão.
As testemunhas ouvidas no julgamento receberam ameaças de morte, segundo Fantoni. Uma delas tem deficiência visual e estava na festa onde houve uma discussão que teria motivado o assassinato por engano.
Os acusados conseguiram fugir de Portugal para outros países após o crime, mas foram presos em operações policiais que ocorreram em momentos distintos.

