Maíra Cardi repercutiu nas redes sociais após relatar um efeito inesperado de um procedimento estético. A influenciadora contou que notou diferença entre as sobrancelhas depois de aplicar toxina botulínica. Em vídeos publicados com bom humor, ela mostrou o resultado e explicou que o produto não agiu da mesma forma nos dois lados do rosto.
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“Não ficou simétrico… Um pegou e o outro não. Aqui tá levantando só essa sobrancelha aqui, aqui tá levantando curvada. Olha que palhaçada. A gente fez o negócio para ficar bonito e ficou feio”, lamentou Maíra.
A situação gerou dúvidas entre seguidores sobre a possibilidade de assimetria mesmo quando o procedimento é feito corretamente. Para esclarecer o tema, a cirurgiã plástica Maiéve Corralo explica que sim, isso pode ocorrer, e não necessariamente significa falha técnica.
Segundo a especialista, a resposta desigual da musculatura é comum porque ninguém tem o rosto completamente simétrico. Músculos com forças e formatos diferentes podem reagir em velocidades distintas à toxina. “A toxina não paralisa os dois lados ao mesmo tempo. Um lado pode responder em um dia, o outro apenas dois dias depois, e isso gera uma assimetria temporária”, afirma.
O comportamento no pós-aplicação também interfere no resultado. Atividade física, deitar-se logo após o procedimento ou mexer excessivamente na região pode fazer o produto migrar para áreas próximas, modificando o efeito desejado. “Esses cuidados precisam ser respeitados nas primeiras cinco horas para evitar a dissipação para áreas indesejadas”, orienta a médica.
Outra situação comum é a formação de pequenos hematomas durante a aplicação. Quando isso acontece, a absorção da substância pode ser menor naquele ponto, gerando uma paralisação mais fraca.
Apesar do incômodo estético, a cirurgiã reforça que essas alterações costumam ser corrigíveis. A maioria dos casos pode ser ajustada com pequenas complementações, desde que não exista ptose, a queda da pálpebra. No entanto, é necessário aguardar até 15 dias para que a toxina faça efeito por completo antes de qualquer retoque.
Há também situações em que a correção imediata não é indicada. Quando o paciente não retorna para revisão ou quando o supercílio está demasiadamente baixo, a conduta é estimular o músculo mais comprometido para acelerar a recuperação natural.
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Sem intervenção, a assimetria tende a desaparecer sozinha entre três e seis meses, tempo máximo de duração da toxina. Dra. Maiéve destaca ainda a importância de escolher um profissional qualificado, já que o procedimento exige precisão milimétrica.
“As doses aplicadas são mínimas, 0,01 ml a 0,02 ml por ponto, e qualquer variação na distância ou profundidade pode impactar o resultado. Por isso, é essencial que o profissional conheça profundamente a anatomia”, alerta.
Ela conclui reforçando que a personalização do tratamento é fundamental: “Cada paciente exige um protocolo personalizado. Todos têm pequenas assimetrias naturais, e o papel do profissional é identificar e compensar isso na aplicação.”

