Neste sábado (22), quem for ver o pôr do sol no Arpoador encontrará uma atração extra: às 17h, o Largo do Millôr inaugura a mostra “Pôsteres Paris–Rio”, criada a partir do concurso desenvolvido pelas prefeituras das duas cidades. A mostra reúne cartazes produzidos por alunos da Escola Superior Profissional de Artes Gráficas de Paris (EPSAA) e por estudantes do Programa de Pós-Graduação em Mídias Criativas da Escola de Comunicação (PPGMC), além da Escola de Belas Artes da UFRJ. O projeto integra a programação especial dos 200 anos das relações diplomáticas entre Brasil e França, celebrados em 2025.
A abertura contará com representantes diplomáticos da França, da Secretaria Municipal de Cultura, da Coordenadoria de Relações Internacionais da Prefeitura e da direção da UFRJ. O público também poderá assistir ao pôr do sol ao som do saxofonista Afonso Cláudio, professor do PPGMC, acompanhado do pianista Renan Francioni.
Os pôsteres — em papel e em versões digitais animadas — permanecerão no Largo do Millôr por um mês, até 22 de dezembro. Antes de desembarcar no Rio, a seleção foi exibida às margens do Rio Sena, na Promenade des Berges de Seine, entre setembro e outubro. As obras abordam temas como cultura, diversidade social, COP 30, diálogo com a África e democracia.
O concurso, que já ocorreu também em Amsterdã e Lisboa, reuniu desta vez os brasileiros Isabelle Barreto, William Côgo, Vinicius Fabretti, Matheus Fuentes de Castro Gomes, Bárbara Soterio, André Duarte, Marcio Guimarães Monteiro de Castro, Mariana Fernandes de Queiroz, Raphael Pinheiro, Larissa Macedo, André Luiz Flauzino Telles Barbosa, Amanda Soares Costa e Anaís Grala Wegner.
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Professor do PPGMC e responsável pela seleção dos cartazes na UFRJ, Octávio Aragão teve papel central na articulação do grupo. Por transitar academicamente entre os dois núcleos envolvidos — é formado pela Escola de Belas Artes e professor na Escola de Comunicação —, ele conseguiu mobilizar alunos e ex-alunos quando as inscrições iniciais ficaram abaixo do esperado.
— Eu via o prazo avançando e não recebia inscrições suficientes para uma seleção à altura. Comecei a procurar pessoalmente pessoas que poderiam se interessar — conta.
Essa dupla atuação facilitou também a criação de um ambiente coletivo entre participantes que não pertenciam a uma mesma turma, diferentemente do que ocorreu na França, onde o projeto integrou o período letivo e uma turma específica foi selecionada para desenvolvê-lo.
— Organizei um grupo com todos os candidatos e se formou uma espécie de irmandade. Isso foi muito positivo, porque transformou o processo em um grande mutirão de concepção e orientação de cada cartaz — explica.

