Há quase uma década, a influenciadora Thássia Naves mostra que moda também pode ser ferramenta de transformação. O Bazar Beneficente que ela realiza anualmente, e que chega agora ao nono ano, tornou-se um exemplo de como o ato de comprar pode ganhar significado quando direcionado a uma causa. A influenciadora destina 100% da renda à Casa do Menor Nova Canaã, instituição com a qual mantém um vínculo familiar profundo. Ao longo do tempo, a iniciativa demonstrou que o desejo por roupas e acessórios pode ser ressignificado quando a intenção é coletiva.
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Desde o início, Thássia percebeu a força que esse movimento poderia ter. “O que me move é saber que a moda pode ser ponte. Não só uma expressão do meu trabalho, mas uma ferramenta real de transformação”, diz.
O compromisso permanece mesmo com sua rotina intensa porque ela sabe que o resultado chega diretamente às crianças e jovens da instituição. É essa percepção que sustenta o projeto e reforça sua dimensão afetiva e social.
Para esta nova etapa do bazar, realizada novamente em parceria com o Enjoei , Thássia reuniu mais de 2.500 itens escolhidos pessoalmente, o que garante autenticidade e coerência à seleção. Em vez de apenas separar roupas que já não usa, a influenciadora pensa na trajetória de cada artigo e em como ele pode contribuir para a ação.
“Cada peça que entra no bazar passa pelo meu olhar, e eu penso no propósito antes de tudo: como aquela peça pode gerar impacto”, afirma. Muitas carregam memórias, outras representam fases marcantes de sua carreira, e algumas foram selecionadas pela relevância no momento.
O interesse do público acompanha essa lógica. No bazar anterior, a maior parte do catálogo foi vendida em poucas horas, resultado que mostra uma mudança de comportamento. Para Thássia, a moda ganha outra dimensão quando se conecta a propósitos claros.
“Não é só sobre comprar uma peça, mas sobre fazer parte de algo maior”, destaca. A adesão reforça uma tendência crescente: consumidores atentos ao significado do que adquirem.
História familiar, expansão social e influência com responsabilidade
A relação de Thássia com a Casa do Menor Nova Canaã nasceu em casa. Sua avó atuou como voluntária, sua mãe segue envolvida, e ela cresceu acompanhando o trabalho da instituição. Essa ligação afetiva fez com que decidisse transformar sua própria influência em ferramenta de apoio.
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“Minha relação com a Casa do Menor é muito afetiva. Minha avó foi voluntária e minha mãe continua atuante até hoje, então existe um vínculo familiar muito forte”, diz. Atualmente, a organização prepara um plano para acompanhar jovens após deixarem o acolhimento, ampliando o alcance do trabalho, um processo que ela acompanha de perto.
Ao longo desses nove anos, o bazar também provocou mudanças na própria Thássia. A convivência com as crianças e a construção do projeto ampliaram sua percepção sobre responsabilidade social.
“Esse projeto me faz crescer todos os anos. Ele me lembra que a minha influência tem responsabilidade e também potencial para gerar mudanças reais”, afirma. Para ela, o luxo se renova quando ultrapassa o estético e se torna ferramenta de transformação. “Iniciativas como o bazar mostram que é possível unir desejo, moda e impacto.”
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A quem participa, e às mulheres que desejam transformar sua própria influência em ação concreta, Thássia deixa um recado que sintetiza o espírito da iniciativa: “Todo gesto importa. Basta vontade e um coração disposto a usar o que tem — tempo, talento ou voz — para impactar alguém.”
