A advogada criminalista e influenciadora digital Deolane Bezerra afirmou, nessa quinta-feira, que se colocou à disposição para ajudar a família de Tainara Souza, de 31 anos, atropelada e arrastada pelo ex-companheiro em São Paulo. Na madrugada do último sábado, Douglas Alves da Silva arrastou a vítima por cerca de 1 quilômetro, que precisou amputar as duas pernas.
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“Cada dia que passa, as mulheres ficam mais vulneráveis nas mãos desses homens sem escrúpulos. Já consegui falar com a irmã dela. Estou à disposição para o que precisarem”, afirmou Deolane, em suas redes sociais. “Vamos esperar a Tainara acordar e ver o que fazer”.
Mãe de duas crianças, Tainara segue internada. Ela passou por procedimentos cirúrgicos e precisou colocar pinos na bacia e fazer enxertos. A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de feminicídio, e parentes da vítima afirmam que Douglas é ex-namorado de Tainara, o que ele nega “categoricamente”, segundo a polícia.
Nesta quinta-feira, a vítima foi transferida para o Hospital das Clínicas, na região central da capital. A família de Tainara contou que ela passou pela quarta cirurgia antes da transferência e apresentou sinais importantes de melhora, segundo informações do g1.
De acordo com a investigação, o atropelamento ocorreu após Tainara deixar um bar no Parque Novo Mundo, na Zona Norte. Ela foi socorrida em estado gravíssimo e levada ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, na Vila Maria, na Zona Norte de São Paulo.
Testemunhas relatam que o atropelamento foi intencional e motivado por ciúmes. Um funcionário do bar afirmou ao g1 ter visto Douglas acelerar o carro contra a vítima. Em depoimento, contou que, após atingi-la, o motorista puxou o freio de mão para aumentar a pressão e o atrito do veículo sobre o corpo dela.
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Douglas foi preso na madrugada de domingo, em um hotel na Vila Prudente. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), ele resistiu à abordagem e avançou contra um dos agentes, o que exigiu intervenção policial.
— Não conhecia, nunca nem vi na minha vida. Não briguei com ela. Não foi querendo (que a atropelei). Me arrependi desde a primeira hora — disse o homem ao ser encaminhado ao Fórum da Barra Funda para a audiência de custódia.
A defesa de Douglas afirma que ele não recebeu o atendimento médico adequado, e estava com “ferimentos abertos” e “todo arrebentado”. Na audiência de custódia, o suspeito informou para o juiz que apanhou dos policiais que o prenderam. A família do homem estaria sofrendo ameaças.

